Espaço para encontros e desencontros de lembranças vagas, momentos inevitáveis, acontecimentos inesquecíveis, sonhos, imagens, sondagens, e toda forma de comunicação prazerosa capaz de mexer com nossas mentes e corações.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Eu sei o que vocês fizeram no ano passado
http://www.youtube.com/watch?v=YphuVxsWwU4
E neste ano de 2009, elas não devem parar!
Letra do samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel - Carnaval 2009
“Mocidade apresenta: Clube Literário – Machado de Assis e Guimarães Rosa…
Estrelas em Poesia!”
Reluzente, estrela de um encontro divinal
Risca o céu em poesias
Traz a magia pra reger meu Carnaval
Despertam das páginas do tempo
Romances, personagens, sentimentos…
Machado de Assis que fez da vida sua inspiração
Um literato iluminado
As obras, um destino a superação
Nos olhos da arte, reflete o legado
Do gênio imortal, do bruxo amado
Que deu ao jornal, um tom verdadeiro
Apaixonado pelo Rio de Janeiro
A canção do meu sarau, te faz sonhar
A emoção vai te levar
A estrela adormece, na paz do amor
Abençoado um novo sol brilhou
O vento traz Rosa de Minas
Rosa do mundo pra te encantar
Palavras que tocam a alma
Fascinam e tem poder de curar
Pelas veredas do sertão, a fé, o povo em oração
Pedindo a santa em romaria, pra chover em nosso chão
Mistérios na vida desse escritor
Revelam histórias de um sonhador
Brasil de tantas artes, nas letras sedução
Herança em cada coração
Mocidade, a sua estrela sempre vai brilhar
Um show de poesia, em nossa academia
Saudade em verso e prosa vai ficar
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Violência Gratuita
(Funny Games)Dois mais dois são quatro. Cinco mil anos para se entender isso. Sempre haverá violência gratuita. Em nenhum tempo se entenderá isso.
São tantos os tipos e modos de violência, em todos os tempos e todos os lugares. A violência verbal é só uma delas, e é tão agressiva quanto a física: ambos ferem e machucam como o machado. Mas o objetivo aqui não é listá-los.
Esta semana acompanhou-se pelos meios de comunicação mais alguns casos de VIOLÊNCIA GRATUITA que chamou a atenção. Uma delas tendo como protagonista uma brasileira grávida fora de seu país agredida por três rapazes (a versão desse fato ainda não está esclarecida; independente do que aconteceu realmente não tira o mérito de um ato de extrema violência); a outra aconteceu com uma menina de cinco anos, morta porque chorou ao ver seu pai sendo assassinado. Parece que ninguém mais se choca quando presencia algo do gênero; age-se como imunes e vacinados, não demonstrando reação de revolta, raiva ou qualquer sentimento de pena ou culpa. Talvez pela própria impotência: fazer o quê? Isso é fato. É real. E cada um com o seu individualismo.
E sempre se falou que a arte imita a vida. Ou a vida é que imita a arte? Há uma inversão de valores. A vida já não vale nada. A arte é ficcional. A arte baseia-se no real. O conceito de estética cinematográfica como sinônimo de entretenimento há muito já não existe. As novas mudanças são facilmente reconhecidas no cinema inovador do austríaco Michel Haneke. Ele, em seu filme Funny Games NÃO deixa o expectador ficar à vontade. Certamente se você ainda não assistiu ficará perturbado e chocado com a trama. A história é banal, só que envolve o expectador de tal maneira que o torna praticamente conivente e cúmplice das as situações de violência.
Só de se pegar o filme, já sabendo de antemão a sua sinopse, um thriller provocante e brutal de uma família em férias que recebe a inesperada visita de dois jovens profundamente perturbados, torna-se responsável por aquilo que se assiste. A partir daí as férias de sonhos dessa família se transforma em pesadelo quando são sujeitados a inimagináveis terrores e provações para continuarem vivos. A violência é sutil, ela é apenas sugerida. Paul e Peter, personagens impecavelmente vestidos de branco, a cor que simboliza pureza, iniciam seus jogos de sadismo e horror com a família (homem, mulher, o filho e o cão) sempre intitulados com frases de duplo sentido, engraçadas infantis, chegando a ser um JOGO ENGRAÇADO, brincadeira de criança.
O fato inusitado nesta história que Haneke presenteia seu público começa quando Peter, o líder da dupla delinqüente, fala com a câmera com a certeza da presença do expectador, não pura e simplesmente como um voyeur, mas com a certeza de que ELE faz parte desse jogo e é conivente, não estando ao lado da família, mas apoiando toda a maldade que ali se instalou e impera. Às vezes um deles dá umas piscadas como que autorizando e confirmando com o espectador a aceitar essa condição, lembrando-o de vez em quando que está vendo um filme e, pior do que isso, colocando-o na inusitada posição de cúmplice passivo do ato de violência.
Bem ou mal, quem o assiste acaba fazendo parte da narrativa. É um filme não confortável porque quase que obriga a fazer parte da história e tomar partido dela. Parece que o real e o imaginário fundem-se. A tal linha tênue que separava ambos não existe aqui.
É uma receita velha para ingredientes novos. O cinema com uma nova roupagem, novos elementos instigantes que nos prendem a atenção. Apesar de o título VIOLÊNCIA GRATUITA (a tradução faz sentido), porém, ela quase não é mostrada. E é isso que torna o filme mais genial e inteligente do que ele deveria ser. Tudo é sugerido. Quando vai acontecer algo de terrível e violento a câmera não mostra, se ouve apenas sons dizendo que algo ruim aconteceu. E o resto fica por conta dos devaneios de quem assiste. Tem que refletir. Ou melhor, isso não é necessário.
Eis alguns bons motivos para se conferir a mais essa jogada do mestre Haneke. Uma obra prima.
Direção:Michael Haneke
Roteiro:Michael Haneke
Elenco:Naomi Watts, Michael Pitt, Tim Roth, Brady Corbet, Boyd Gaines, Siobhan Fallon e Devon Gearhart
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Em agosto, se Vênus me ajudar...
A Unidade Escolar 432 homenageará neste ano letivo de 2009 a poetisa Cora Coralina no já consagrado Concurso de PoesiaEm 20 de agosto de 1889, nascia em Goiás, Ana Lins dos Guimarães Peixoto. Conhecida como Cora Coralina.
Ensinou a amar a vida.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Creio numa força imanente
Creio na solidariedade humana.
Acredito nos moços.
Creio nos milagres da ciência e na descoberta de uma
Aprendi que mais vale lutar
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
DEPOIS QUE OTAR PARTIU

Tbilisi é uma multicultural cidade. A cidade é lar de mais de 100 grupos étnicos diferentes. Cerca de 80% da população é etnicamente georgiana, com importantes populações de outros grupos étnicos que incluem russos, arménios e azeris. Juntamente com os referidos grupos, Tbilisi é também a casa de vários outros grupos étnicos, incluindo ucranianos, gregos, judeus, estónios, alemães, curdos, assírios, e outros.
Tbilisi é a capital e a maior cidade da República da Geórgia, situada nas margens do rio Kura. A demografia da cidade é diversificada e historicamente tem sido a casa de povos de diferentes culturas, religiões e etnias. Apesar de ser extremamente ortodoxa cristã, Tbilisi é um dos poucos lugares no mundo (Sarajevo e Paramaribo ser outra) onde uma sinagoga e uma mesquita estão localizados próximos uns aos outros.
Sempre tive vontade de fazer um passeio pelos bastidores de um filme, ver a preparação dos atores, a decupagem, as locações, o idioma, a cidade e o país escolhido, enfim, curiosidades de um cinéfilo. Acabei escolhendo um que de certa forma muito me chamou a atenção: DEPOIS QUE OTAR PARTIU, pelo fato de ser um título pra lá de sugestivo.
As perguntas que imediatamente surgem são: 1º Quem é Otar? 2º Partiu para onde? 3º Por que partiu?
Na verdade Otar nada mais é que um retrato na parede, uma lenda urbana, nem aparece na trama, apenas é citado através de suas cartas que chegam e são lidas. Desculpa esfarrapada para a história existir.
Então se prepare! Faremos uma viagem nesta história que boa parte dela acontece Tbilissi, capital da Geórgia (uma das ex-republicas da antiga URSS), depois vamos nos aventurar até Paris, capital das Luzes.
A trama é sobre segredos, mentiras e coisas mais de uma família de três mulheres e faixas etárias diferentes: Eka (honesta, patriota, altruísta e stalinista com orgulho, como ela mesma se denomina) mãe de Otar e Marina e avó de Ada; Ada, filha de Marina vivem nessa cidade pós-soviética onde faltam água, luz e outras precariedades.
Não costumo contar detalhes para não estragar a surpresa e o impacto de quem ainda vai assistir; apenas sugerir para que atente aos detalhes que aparentam insignificância. E este é recheado deles.
Otar é um médico desempregado que resolve tentar a sorte em outro país, e sua escolha não podia ser melhor que Paris, deixando para trás sua família. Ele passa sete meses se correspondendo com ela através de cartas, enviando juntamente algum dinheiro. Outras vezes, mantém contato por telefone.
Segundo o que conta nas cartas, a vida em Paris, a princípio, não é nada fácil, trabalhando ilegalmente na construção civil, sem contrato, sem nenhum direito.
Ada, a neta é que faz a leitura das cartas de Otar para a avó e posteriormente as responde. O ciúme entre os irmãos Otar e Marina é evidente; Eka não escondia sua preferência pelo filho querido que agora estava distante.
De repente, as cartas param de chegar. Marina fica sabendo por um amigo do irmão que ele morreu num acidente de trabalho e foi enterrado como indigente. Parece que caíra de um andaime. Sem saber o que fazer, Marina conta com a ajuda da filha e decidem não contar o fato à Eka para não entristecê-la e fazê-la sofrer. E ambas acham uma solução insólita e mágica: resolvem que elas escreveriam as cartas se passando pelo falecido Otar. E a mentira perdura por tanto tempo que Eka resolve vender a biblioteca de sua casa para comprar as passagens das três até Paris e visitar o filho.
Em Paris, enquanto Marina e Ada vão ao cemitério, Eka vai ao endereço de Otar, e lá descobre por um dos vizinhos que ele falecera já há alguns meses. Parece que no íntimo ela já sabia por não expressar nenhuma reação. Agora o segredo é de Eka e ao encontrar a sua filha e neta conta-lhes uma mentira, dizendo que Otar foi para a América do Norte que era o seu sonho. O instigante jogo de mentiras nesta história não pára por aí.
*****
Niko, Vai até a casa de Eka entregar uma mala com os pertences de Otar.
Especula-se a morte de Otar. Niko, um dos amigos dele conta que não havia segurança e nenhuma proteção aos trabalhadores. A empresa, para não se responsabilizar diz que Otar andava depressivo e que ele se suicidara. Mas isso já é outra história.
E os bastidores um mundo de encanto e magia à parte tanto quanto ao filme pronto.
*** **
Depois que Otar partiu tem produção e direção francesa. Dirigido por Julie Bertucelli. A maior parte da história se passa em Tbilissi. Dos três idiomas - francês, russo e georgiano - a diretora optou pelo último já que é o idioma oficial falado na Geórgia, onde o filme foi rotado, a outra locação foi Paris. A cultura, o folclore é freqüentemente mostrado em close up, como por exemplo, a ÁRVORE DOS DESEJOS, localizada numa estrada movimentada, onde pessoas param amarram um lenço nos galhos e fazem seus pedidos; a leitura de borra de café deixado na xícara por Ada, a neta; um passeio pelo campo e colheita de frutas silvestres por Eka, a avó; na casa, a preciosa e imponente biblioteca de causar inveja, e o quarto de Otar com todos os seus objetos e coisas pessoais, minuciosamente escolhidos e ali plantados.
A sensualidade na cena do namoro de Ada dentro do carro a plena luz do dia não passa despercebida.
Muita água rola, antes de se ouvir a frase “VAMOS RODAR!” É gratificante e emocionante saber como é a realização e a preparação do filme, que trabalheira que dá. A escolha das locações, dos objetos e todos os seus acessórios. Os mínimos detalhes na casa onde a família viverá, desde o abajur comprado na vizinhança até o varal improvisado, e todos outros detalhes de jardim e pequena horta na entrada; na sala não se deve esquecer da vela derretida no castiçal (pelo calor que faz na Geórgia), uma foto de Paris na parede (lembrança de Otar), o detalhe da marca registrada do envelope florido russo das cartas respondidas pela mãe, o retoque constante no roteiro, cenas de três segundos que duram uma eternidade para se rodar...
O nome OTAR é homenagem a Otar Losseliani diretor Georgiano de Adeus, Doce Lar e
Bandoleiros, Capítulo 7. Migrou para a França devido à censura; seus filmes foram proibidos repetidamente na URSS.
Em Tbilissi há um famoso Mercado de Pulgas onde engenheiros, professores etc vendem seus próprios objetos; a equipe de filmagens esteve lá e comprara muita coisa.
Há uma cena maravilhosa gravada num parque charmoso de Tbilissi, fizeram muitas fotos, para se filmar quatro ou cinco cenas com Eka fumando numa roda-gigante.
Pais - FRANÇA
Ano: 2003
Direção: JULIE BERTUCCELLI
Elenco: ESTHER GORINTIN, NINO KHOMSSOURIDZE
Genero: Drama
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Profissão de Fé
Homenagem ao aluno BrunoAcredito e sempre acreditarei que o melhor investimento que se pode oferecer ao cidadão é a EDUCAÇÃO. É um investimento para toda vida. O princípio básico do desenvolvimento humano merece uma atenção especial da sociedade e dos governantes. É o que engrandece uma nação e o faz desenvolver política e socialmente.
Uma boa educação implica em investimento árduo, a longo prazo, participação e boa vontade de todas as partes envolvidas.
Trabalhar nessa área, é mais que um prazer e nem sempre é um mar de rosas como se imagina, há momentos bons o que é gratificante, como também há maus momentos.
E hoje me lembrei de um fato, de un dos momentos marcantes e que vale a pena comentar aqui.
Em turmas de 50 alunos, nunca dá para se lembrar de todos. Nomes, fisionomias, exceto daqueles que de alguma maneira se destacam.
Lembrei-me de um dos meus alunos do ano de 2004. Chamado Bruno de Amorim Elias, 13 anos e, na época cursava a 6ª série do 1o Grau. Ele estava atrasado. Mas isso se explica porque nessa idade, além de estudar, trabalhava em um supermercado próxima à Escola.
Hoje não tenho notícias dele, mas com certeza é um exemplo para a sociedade e seus pais; parentes e amigos devem se orgulhar muito dele.
Naquele ano descobri um concurso de redação vindo lá da Região CENTRO-OESTE do Brasil, Patrocinado pela EMBRAPA Pantanal na cidade de Campo Grande – MS. Não pensei duas vezes. Comuniquei à direção e resolvemos inscrever a escola.
O Edital dizia que seria uma redação por escola. Para se tirar uma única redação, um único aluno, envolvemos a Unidade toda, ou melhor, todas turmas deveriam participar escrevendo sobre o tema proposto: "Concurso Nacional de Redação Fauna e Flora do Pantanal".
Qualquer atividade extraclasse é cansativo, trabalhoso, desgastante. Mas esse em especial foi GRATIFICANTE MESMO! O nosso aluno inscrito Foi um dos primeiros colocados, único a vencer do Estado do Rio de Janeiro e de toda a região SUDESTE. É um aluno vencedor.
E essa é uma das boas lembranças que guardo com carinho desse aluno. Ficou como exemplo de vida. Sempre conto essa história aos demais e me emociono.
Obrigada, Bruno. Você é um vencedor!
Concurso Nacional de Redação do Pantanal divulga trabalhos premiados (25/11/2004)Embrapa Pantanal (Campo Grande, MS), Embrapa Florestas (Colombo,PR), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Conservation International do Brasil (CI-Brasil) divulgam o nome dos oito estudantes premiados no "Concurso Nacional de Redação Fauna e Flora do Pantanal". Os autores das 2734 redações que chegaram de todo Brasil concorreram a uma viagem, com direito a acompanhante, para a fazenda Rio Negro, propriedade da CI-Brasil, onde será realizada, de 20 a 24 de outubro, a Oficina de Fauna e Flora do Pantanal, a ser ministrada por pesquisadores da Embrapa.
Segue o link:
http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2003/outubro/bn.2004-11-25.8791289458/
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
O Assunto do momento
Sim, aproveitando para arrumar as gavetas, pôr o cinema em dia, e estudar um pouco que ninguém é de ferro.
Vamos dar uma olhada na nova onda do momento. Estudar a nova ortografia da Língua Portuguesa. Lembrando que não é um bicho de sete cabeças, logo-logo você tira de letra.
É fácil, é simples, é o maior barato. Só não me conformo com a saída do trema, ( ¨ ) era o charme e o glamour do nosso idioma. Mas se é por falta de adeus, bye-bye, baby!
UFA! Ainda bem que não tiraram o pingo do jota. Sou do tipo que faz questão de colocar o pingo nessa letra.
Então vamos às mudanças:
O acordo incorpora tanto características da ortografia utilizada por Portugal quanto a brasileira. O trema, que já foi suprimido na escrita dos portugueses, desaparece de vez também no Brasil. Palavras como "lingüiça" e "tranqüilo" passarão a ser grafadas sem o sinal gráfico sobre a letra "u". A exceção são nomes estrangeiros e seus derivados, como "Müller" e "Hübner".
Seguindo o exemplo de Portugal, paroxítonas com ditongos abertos "ei" e "oi" --como "idéia", "heróico" e "assembléia"-- deixam de levar o acento agudo. O mesmo ocorre com o "i" e o "u" precedidos de ditongos abertos, como em "feiúra". Também deixa de existir o acento circunflexo em paroxítonas com duplos "e" ou "o", em formas verbais como "vôo", "dêem" e "vêem".
Os portugueses não tiveram mudanças na forma como acentuam as palavras, mas na forma escrevem algumas delas. As chamadas consoantes mudas, que não são pronunciadas na fala, serão abolidas da escrita. É o exemplo de palavras como "objecto" e "adopção", nas quais as letras "c" e "p" não são pronunciadas.
Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de "k", "y" e "w". A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como "kafka" e "kafkiano".
Dupla grafia
A unificação na ortografia não será total. Como privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia) em lugar de etimológicos (origem), para algumas palavras será permitida a dupla grafia.
Isso ocorre em algumas palavras proparoxítonas e, predominantemente, em paroxítonas cuja entonação entre brasileiros e portugueses é diferente, com inflexão mais aberta ou fechada. Enquanto no Brasil as palavras são acentuadas com o acento circunflexo, em Portugal utiliza-se o acento agudo. Ambas as grafias serão aceitas, como em "fenômeno" ou "fenómeno", "tênis" e "ténis".
A regra valerá ainda para algumas oxítonas. Palavras como "caratê" e "crochê" também poderão ser escritas "caraté" e "croché".
Hífen
As regras de utilização do hífen também ganharam nova sistematização. O objetivo das mudanças é simplificar a utilização do sinal gráfico, cujas regras estão entre as mais complexas da norma ortográfica.
O sinal será abolido em palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa com outra vogal, como em aeroespacial (aero + espacial) e extraescolar (extra + escolar).
Já quando o primeiro elemento finalizar com uma vogal igual à do segundo elemento, o hífen deverá ser utilizado, como nas palavras "micro-ondas" e "anti-inflamatório".
Essa regra acaba modificando a grafia dessas palavras no Brasil, onde essas palavras eram escritas unidas, pois a regra de utilização do hífen era determinada pelo prefixo.
A partir da reforma, nos casos em que a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar por "r" ou "s", essas letras deverão ser duplicadas, como na conjunção "anti" + "semita": "antissemita".
A exceção é quando o primeiro elemento terminar em "r" e o segundo elemento começar com a mesma letra. Nesse caso, a palavra deverá ser grafada com hífen, como em "hiper-requintado" e "inter-racial".
Leia mais
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Regra do hífen ainda causa confusão
Reforma ortográfica visa a difundir o idioma
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
O Retorno
O RETORNOO título de uma produção artística, seja uma novela, um conto, um romance, um filme, geralmente, nos dá uma vaga idéia do que se trata a obra.
Foi o que pensei quando assisti ao primeiro filme do diretor russo Andrey Zvyagintsev: O RETORNO. A verdade é que nem sempre é possível, simples e fácil assim de se entender.
O Retorno é um deles; é uma caixinha de surpresas. É uma obra complexa. Chega o momento que a sessão de 105 minutos acaba, porém, a história em nossas mentes e entranhas, apenas começa. Começa e não termina ... não termina bem. E alguém acrescentaria: “Você faz o final da história, você decide”.
A primeira leitura que se pode fazer da obra O RETORNO é de um pai ausente, que abandona o lar - esposa e dois filhos. E doze anos depois retorna como se nada tivesse acontecido, como se tivesse apenas ido à padaria comprar cigarros. No mesmo dia de sua chegada, ele toma banho, faz sexo com a esposa, dorme, se levanta e ceia com os seus como se tudo fosse a rotina de familiar.
Que mistério é esse? Por onde andou esse ser que chega do nada, sem nenhuma explicação e retoma esse rumo de sua vida? A partir daí começa todo questionamento possível dessa história sem fim. O que aconteceu? Por onde ele andou? E como a família viveu esse tempo todo de seu sumiço, ou desaparecimento sem uma explicação plausível para esse fato insólito?
Os filhos agora adolescentes têm as mesmas dúvidas do expectador. “Será mesmo o nosso Pai?” Um dos filhos recorre ao álbum de família para tentar reconhecer essa pessoa que certamente nem se lembravam mais que um dia tiveram um. Como reconhecer o desconhecido? Mistério...
Na história de Homero, A ODISSÉIA, Penélope não reconheceu Odisseu (Ulisses), com quem dormiu uma vida inteira e teve com ele um filho, o ajuizado Telêmaco. A comprovação só veio por detalhes que ele a fez lembrar. Teve que provar que ele era ELE. Duas delas são: a cicatriz que ele tinha na perna causada pela mordida de um javali; a outra é a da cama do casal que fora construída do tronco de uma árvore.
E em O RETORNO? São tantos os questionamentos: um pai misterioso, desaparecido, estaria morto, ou fora seqüestrado? Por onde ele andou, o que fez, por que voltou? Teria outra família?
O filho mais novo cheio de medos e angústias; na presença do pai, aquele que amargurado e rancoroso é capaz de enfrentá-lo; o mais velho demonstra valentia e esperteza; na presença paternal, amável e submisso.
A novidade é que a figura paterna ausente, aquele que na família deveria dar segurança e proteção desaparecido por mais de uma década chegando em um carro simbolicamente vermelho, com autoridade de quem esteve acompanhando todos os momentos e fases de crescimento físico e emocional dos que mais lhes são caros, e que deveria prezar, ordena-lhes que na manhã seguinte madruguem para um passeio de carro e pescaria. Um passeio e tanto. Uma história marcante, recheada de belas imagens poucos diálogos que fatos e ações falam por si. Belas imagens registradas também pela máquina fotográfica de um dos filhos.
E contar o filme seria estragar todas as surpresas que ele apresenta. Um formidável argumento para se ficar horas, dias contando e recontando-a, talvez na tentativa de desvendar alguns de muitos mistérios nele apresentados.
Como se ausentar durante um longo período e não perceber mudanças e transformações que o ser humano querendo ou não passa? Dois filhos do mesmo sangue, com personalidades tão diferentes.
São muitos os retornos, e fazer uma viagem pelas estradas da vida é uma tentativa de reencontrar e reconciliar um passado quase esquecido, talvez adormecido ou arquivado na memória de um povo, de uma família, e desenterrá-lo na ilha da fantasia, salvar o tesouro perdido, atar os elos perdidos, compartilhar com os entes queridos, recomeçar uma nova vida às vezes não é fácil ou possível.
Nem sempre se consegue salvar a caixinha de pandora e desvendar o seu conteúdo. Talvez seria mais cômodo deixá-lo no fundo do lago como se ela nunca tivesse existido.
Um filme sensível, formidável e apaixonante...uma caixinha de belas e poéticas surpresas.
O RETORNO
Vozvrashcheniye,
Direção: Andrey Zvyagintsev.
Roteiro: Vladimir Moiseyenko e Aleksandr Novototsky.
Elenco: Vladimir Garin, Ivan Dobronravov, Konstantin Lavronenko, Natalya Vdovina e Galina Petrova.
Fotografia: Mikhail Krichman.
Montagem: Vladimir Mogilevsky.
Direção de Arte: Zhanna Pakhomova.
Música: Andrei Dergachyov.
Figurinos: Anna Barthuly.
Produção: Dmitri Lesnevsky.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Que diretor você gostaria de homenagear?
ALFRED HITCHCOCKAmo esse diretor, entre tantos outros, Alfred Hitchcock, um nome sempre lembrado em rodas de cinéfilos, tem uma legião de fãs pelo mundo, mesmo depois de sua morte em 1980. Ao contrário do que muitos admiradores do “Mestre do Suspense” possam pensar, o cineasta inglês, que chegou em Hollywood em 39 a convite do David O . Selznick, nunca ganhou o Oscar. Indicado Cinco vezes, Hitchcock construiu verdadeiras obras-primas, hoje copiadas por diversos diretores, mas só recebeu o Prêmio Irving Thalberg (em 68) pelo conjunto de sua obra. Suas indicações:
ANO 1940 Rebecca, a Mulher inesquecível PERDEU PARA John Ford – Vinhas da Ira
ANO 1943 Um Barco e Nove Destinos PERDEU PARA Leo McCarey – O Bom Pastor
ANO 1945 Quando Fala o coração PERDEU PARA Billy Wilder – Farrapo Humano
ANO 1954 Janela Indiscreta PERDEU PARA Elia Kazan – Sindicato de Ladrões
ANO 1960 Psicose PERDEU PARA Billy Wilder – Se Meu Apartamento Falasse
Independente do Oscar, ou outros prêmios, gostaria de homenageá-lo por todas as suas obras, adoro os seus filmes, principalmente Festim Diabólico, Um Corpo que Cai, Disque M para Matar, Psicose, Frenesi.
Festim Diabólico foi o primeiro filme colorido do diretor Alfred Hitchcock.
- O filme foi todo realizado em tomadas de 10 minutos e editado de tal forma que se tem a impressão que não houveram cortes durante as filmagens.
- Em Festim Diabólico, ao invés de Hitchcock aparecer numa ponta, como em vários outros filmes dirigidos por ele, surge aos 55 minutos apenas seu logotipo em um letreiro de néon, que pode ser visto através da janela do apartamento onde ocorre toda a ação.
- A estória de Festim Diabólico foi inspirada no caso Leopold-Loeb, dois estudantes da Universidade de Chicago que cometeram um assassinato de forma bem parecida com a mostrada no filme.
- Festim Diabólico esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha.
Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 40 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Janela Indiscreta (1954), O Homem Que Sabia Demais (1956), Um Corpo Que Cai (1958) e O Terceiro Tiro (1955).
domingo, 14 de dezembro de 2008
Tim, tim!

MENSAGEM
O que se acresce a um ano, a uma década que começa a despontar no horizonte? Talvez a intensidade de desejar...
2009 não será 2008, como também 2007... mas sonhos... ah... sempre os sonhos, se renovando circulando o nosso viver. Não é preciso a fração final de segundos. Não é preciso a meia noite exata dos fins de ano de nossas vidas para que tenhamos mentes em divagações e infindáveis desejos...
Queremos, exigimos, sonhamos, choramos, nos sucumbimos à ansiedade, clamamos por um mundo melhor, porém, pouco produzimos. Talvez o ato de pedir tenha separado o produzir; talvez o mínimo que se pode fazer tenha tornado dispensável ou quem sabe o Homem não tenha descoberto a si mesmo, as suas potencialidades enevoadas pela ambição de ter; talvez, ele não tenha por um instante refletido sobre a possibilidade de edificar, de dar e se dar, de ceder espaço, de ampliar sua visão para o simples, para o azul do céu, para a flor que nasce em seu jardim ou para ouvir o doce cantar de um pássaro.
Possivelmente não tenha parado para observar um fim de tarde. Deus é essência de todas as coisas e o futuro necessita ser construído pouco a pouco pelo Homem em comunhão com Ele e com os outros homens na seara do bem.
Não posso e nem quero acreditar na inação do ser humano. Vejo no despontar do horizonte uma LUZ maravilhosa para guiar todos nós; vejo uma nova década de grandes satisfações de profundas mudanças, de grandes amores fraternais, de sensacionais trocas e intensas descobertas.
Quero à meia noite embebedar-me de uma alegria sem fim, voando nas asas do sonho, guiando-me pela LUZ na perspectiva de uma incrível e possível realidade.
Meu amigo, minha amiga compartilhe comigo deste ideal.
Eunice Bernal
terça-feira, 4 de novembro de 2008
A FRATERNIDADE É VERMELHA



A idéia de fraternidade estabelece que o homem, enquanto animal político, fez uma escolha consciente pela vida em sociedade e para tal estabelece com seus semelhantes uma relação de igualdade, visto que em essência não há nada que hierarquicamente os diferencie: são como irmãos (fraternos). Este conceito é a peça-chave para a plena configuração da cidadania entre os homens, pois, por princípio, todos os homens são iguais. De uma certa forma, a fraternidade não é independente da liberdade e da igualdade, pois para que cada uma efetivamente se manifeste é preciso que as demais sejam válidas.
A fraternidade é expressa no primeiro artigo da Declaração universal dos direitos do homem quando ela afirma que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e de consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
A palavra é eventualmente confundida com a expressão caridade e solidariedade, embora elas tenham significados radicalmente diferentes. Enquanto a fraternidade expressa a dignidade de todos os homens, considerados iguais e assegura-lhes plenos direitos (sociais, políticos e individuais), a idéia de caridade cria a desigualdade entre os homens, na medida em que faz crer que alguns deles possuem mais direitos e são superiores e portanto são generosos quando os compartilham com os demais.
sábado, 25 de outubro de 2008
Poema de Natal

Jesus Papai Noel
Uma estrela lá no céu
Chegou Jesus Papai Noel
Quero de presente muito mais amigos
Uma estrela lá no céu
Chegou Jesus Papai Noel
Quero a paz neste Natal
Refletindo a todo mundo
Amor e compreensão para vivermos melhor
E pedir ao Papai Noel de presente uma oração
Pra que seja eterno o Natal e o mundo todo irmão
Quero de presente muito mais amigos
Uma estrela lá no céu
Chegou Jesus Papai Noel
Quero de presente muito mais amigos
Uma estrela lá no céuChegou Jesus Papai Noel
Quero a paz neste Natal refletindo a todo mundo
Amor e compreensão para vivermos melhor
E pedir ao Papai Noel de presente uma oração
Pra que seja eterno o Natal e o mundo todo irmão
Quero de presente muito mais amigos
Uma estrela lá no céu Chegou Jesus Papai Noel
Quero de presente muito mais amigos
Uma estrela lá no céu Chegou Jesus Papai Noel
Benito di Paula
terça-feira, 21 de outubro de 2008
ATIVIDADE PEDAGÓGICA 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
A Nova Ortografia da Língua Portuguesa

Passará a ter 26 letras, ao incorporar "k", "w" e "y".
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Algumas frases de filmes

"Hasta La Vista, Baby!" - A. Shwarzenegger (O Exterminador)
MARATONA ODEON
Ainda bem que foram só “2 Dias em Paris”, pois a coleção de piadinhas ridículas, e insossas sobre sexo, cansou... como diria o poeta Manuel de Barros: É um filme sobre O NADA. Todos no filme resolveram mostrar o seu lado cômico, humorístico, liberando todos os seus hormônios sexuais à flor da pele, inclusive os motoristas de táxi, não deixaram de participar do circo formado em torno do tema central dessa película.



Irina Palm, foi o menos pior da madrugada. Esse nos faz pensar até onde iria a coragem do ser no momento de desespero para se conseguir determinada quantia para salvar uma vida. Nesse momento como consegui-lo é o que menos importa. E fazer o seu trabalho muito bem feito, independente do que seja, mostra o quão capaz é quando feito com amor. É uma bela lição de amor e de esperança de uma avó pelo neto. E não é que ela aprendeu rápido o seu ofício e muito bem? Tanto que tomou o lugar da outra, jovem, bela, e mais experiente. Muitas outras cenas até poderiam se deixar passar em branco, como a das suas “amigas”, fúteis. Uma delas querendo dar uma de moralista sendo a que, menos podia se confiar. Puladora de cerca. Era a amante do falecido...



Partículas Elementares é um filme mediano. Sou fã da Franka Potente, mas nesse, ela estava meio apagada, talvez pelo cansaço das corridas de longa data. É compreensível a loucura de um dos rapazes, como se constata na sua vida desregrada, testemunhando momentos difíceis de sua infância: a morte da avó, a mãe e seus amantes, sua vida no orfanato sofrendo abusos sexuais pelos colegas etc. Como diz o ditado: “ de poeta, médico e louco todos temos um pouco”. Ou citando Simão Bacamarte – médico da Casa Verde do conto O Alienista: Loucos são os que estão fora da casa Verde, ou seja, quem está dentro do hospício, está são.
Quando ele (esqueci o nome da figura) sai à caça de mulheres e encontra uma garota que gosta de música brasileira, mais que rapidamente descreve como ninguém, com profunda maestria, ruas, balas perdidas, favelas, e todos os problemas sociais do Brasil - do Rio. De louco, o rapaz não tinha nada.






