sexta-feira, 14 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mongol - Uma aula de história

The Fevers

Genghis Khan (dschinghis Khan)

Havia na Mongólia um lutador feroz (Genghis Khan)
[ha, hu, ha]Que conquistou a China, o Afeganistâo (e o Irã)
[ha, hu, ha]Até a tropa russa derrotou
E do império turco se apossou
E contra a própria morte ele lutou [hu, ha]

Genghis, Genghis, Genghis Khan
Foi o maior lutador que existiu
Era o Genghis, Genghis, Genghis Khan
Líder de bravos guerreiros
que nunca sofreram uma derrota (oh ho ho ho)
vilões e assassinos (ah ha ha ha)
Tanta crueldade não se viu

Genghis, Genghis, Genghis Khan
Deixa na História uma página de dor
Era o Genghis, Genghis, Genghis Khan
Foi ditador, foi herói, foi bandido
E a todos que encontrava (oh ho ho ho)
matava e queimava (ah, ha, ha, ha)
Era o mais temido dos mortais

Vencendo os inimigos, Genghis Khan en fim (conquistou)
[ha, hu, ha]
Um grande império bem maior do que alguém (já sonhou)
[ha, hu, ha]Exércitos inteiros dominou
Milhares de guerreiros comandou
Por muitos anos ele assim reinou
[hu, ha]

Genghis, Genghis, Genghis Khan
Foi o maior lutador que existiu
Era o Genghis, Genghis, Genghis Khan
Líder de bravos guerreiros
que nunca sofreram uma derrota (oh ho ho ho)
vilões e assassinos (ah ha ha ha)
Tanta crueldade não se viu

Genghis, Genghis, Genghis Khan
Deixa na História uma página de dor
Era o Genghis, Genghis, Genghis Khan
Foi ditador, foi herói, foi bandido
E a todos que encontrava (oh ho ho ho)
matava e queimava (ah, ha, ha, ha)
Era o mais temido dos mortais[ha, hu, ha, hu]

13 de Agosto - dia do Canhoto

"Esquerda festiva Nasci canhoto. Não sei o motivo. Chuto com a perna esquerda e uso a mão esquerda para tudo. Sempre fui minoria. Os canhotos, nesta Redação, somos apenas dois, em mais de 30 profissionais. A essência de ser canhoto é principalmente escrever com a mão esquerda, não saber fazer o resto dos trabalhos manuais e praticamente esquecer que se tem uma mão direita.
O canhoto é antes de tudo um deslocado. O charme de pertencer à minoria tem seu preço: viver em um mundo que não é feito para você. É ter certos traumas engraçados, como nos melhores filmes de humor negro. "A mão direita é a mão que a gente escreve", diz no primeiro dia de aula a professora magrinha do primário, com sua voz de pássaro.

Quase sempre, na sala de 30, um canhoto solitário levanta a mão esquerda, errando desde já o princípio da vida. "Não, você é diferente; é com a outra mão", diz, sem paciência, a professorinha, abaixando nossa mão esquerda.

Na outra aula, a tesoura. Não há linha reta que assim permaneça se cortada por um canhoto. É preciso virar a tesoura e fazer do ato de cortar uma simples folha de papel o trabalho de um malabarista de um circo pobre de interior, que se apresenta sem graça ou leveza. Eu sempre evitei as tesouras. Assim como evitei (e evito) os abridores da lata. A dificuldade de abrir uma lata com a mão esquerda é enorme.

Até à mesa, nossos braços ficam se chocando com o de qualquer pessoa, já que a maioria leva a comida à boca com a mão direita - do outro lado tem a gente, insistindo em fazer o contrário. Também dizem que mulheres canhotas não conseguem fazer tricô e crochê.

Ser canhoto é ser de esquerda desde o princípio - mas uma esquerda festiva, que ri de si própria por saber que não vai dar certo (e bebe para esquecer). Tenho um orgulho silencioso de ser canhoto. Sei que todo mundo queria ser canhoto. Por fim, defendo as cotas para canhotos: um pagamento pelo trauma de ficar anos tendo de fugir de tesouras, abridores, trabalhos práticos. Quando quiser xingar alguém, chame-o de canhoto."
***
Meu trauma foi não ter conseguido aprender a tocar violão. O meu professor não tinha paciência com canhotos.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Maratona de Agosto

VERONIKA DECIDE MORRER : Nem o filme deprê superou o Imortal posto que é chama Paulo Coelho. Veronika sabia que se continuasse viva sua vida seria uma rotina: casar, nos primeiros anos seria "Só Love"; depois o marido a trairia, e ela teria que cuidar da casa, filhos, trabalho,
trabalho, filhos...

http://www.youtube.com/watch?v=VkEITSgsqgk

CONFISSÕES DE UMA GAROTA DE PROGRAMA: Prefácio interessantíssimo dos seus depoimentos ao jornalista e nádegas à declarar. Deu pena na cena em que o amigo lhe pergunta o motivo de ela estar meio triste. E ela comenta que teve que dormir com um cara que não tomava banho há três dias. Qual comentário alguém faria de uma linda garota de programa limpa mas que dorme no emprego?

http://www.youtube.com/watch?v=u4A2xCwQsMo

ARRASTE-ME PARA O INFERNO: Sam Raimi em plena forma. Foi o ponto alto da noite. Bem aplaudido por sinal. Humor negro de primeira. Formidáveis efeitos especiais. Penso que ninguém esperava um final tão surpreendente como esse. Bom rever o seu clássico neste gênero - Uma Noite Alucinante.

http://www.youtube.com/watch?v=p-REviL75zg

Eunice Bernal

WESTERN Tribute (bang bang à italiana )

Recordar é Viver - Estudando um pouco mais...


Western spaghetti (1963 até 1977 )

*Western spaghetti é como são chamados os westerns realizados por diretores italianos. Embora fossem produzidos na Itália, a grande parte dos filmes era rodada na Espanha, na região da Almería, que se parecia com o Velho Oeste Americano. Nessas produções haviam atores das mais diversas nacionalidades: americanos, italianos, espanhóis, alemães, etc. Foram feitos mais de 600 filmes entre 1963 e 1977. Esses filmes eram uma maneira do cinema europeu faturar em cima do sucesso dos westerns americanos, que estavam em baixa em Hollywood na época. Já no fim da década de 1960 os filmes decaíram de popularidade. No Brasil, convencionou-se chamar este estilo de filmes por "Bang-Bang à Italiana", emprestando o nome de uma famosa sessão de filmes da TV Record, exibida até meados dos anos 1980

Confira a lista dos 111 melhores filmes Gênero: Western

http://melhoresfilmes.com.br/generos/western

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A arte de fazer um filme "SUECADO"

Sergio e Wladimir


MATOU AULA E FOI AO CINEMA


Roteiro de

Karenina Rostov


CURTA
aprox. 20 minutos.
20 laudas

JULHO, 2009


Todos os direitos reservados e bem guardados.

Copyright de

© Eunice Bernal

A ARTE DE FAZER UM FILME "SUECADO"


Filme “suecado”, é um filme bem tosco, caseiro, feito com recursos mínimos, mas capaz de contar uma história de verdade.


Segundo Gondry, estas são as etapas para realizar um filme “suecado”:

1- Escolher o gênero do filme; Escolher o título (mesmo antes do enredo);
2-Desenvolver a história – início, meio e fim.
3-Escrever as cenas –
4- Filmagem!

Mesmo sem conhecer o Michel Gondry (abaixo), eu o agradeço publicamente por proporcionar esta experiência de criatividade explícita, sem compromisso, sem pré-requisitos, sem cobranças ou expectativas, a quem quiser se aventurar. É delicioso! É de graça! Só precisa chegar cedo para se inscrever.
Nada é ousado a quem se atreve.

Perdi o Anima Mundi 2009

Mas, porém contudo, entretanto, todavia, no entanto... encontrei um vídeo no Blog de um amigo que vale a pena por todo o festival. Uma história surpreendente, criativo e inteligante. Para assistir e refletir sobre a situação apresentada.

DIVIRTA-SE! (Ou Não)


http://www.youtube.com/watch?v=RDv5akmlVU4&eurl=http%3A%2F%2Fnotobviouscinema%2Ewordpress%2Ecom%2F&feature=player_embedded

sábado, 8 de agosto de 2009

A Rosa Púrpura do Cairo

A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

Existe algo mais genial do que assistir a um bom filme? Um bom filme é aquele capaz de nos seduzir, de mexer com nossas emoções e sentidos, causar um impacto interior e incomodar de alguma forma nos desestruturar, desconstruir, transformar, mudar ser capaz de nos embriagar seja por imagens, gestos, sons, uma entrega de corpo e alma, uma troca entre ambos vida e arte; ir além da imaginação.

Um filme pode ser considerado magnífico por ser diferente, original e criativo. Seu criador foi capaz de inovar, ousar, imaginar uma história genial, capaz de emocionar, fazer rir ou chorar, surpreender, sentir um algo que dê uma sede maior de viver e de devanear. São detalhes que fazem relembrar determinados filmes e querer assisti-los tantas vezes mais.

A mensagem de Woody Allen, diretor e roteirista da comédia romântica A ROSA PÚRPURA DO CAIRO, é formidável, diferente de tudo que se possa imaginar. O roteiro resume-se basicamente em duelar o fantástico mundo da fantasia com o fantástico mundo real.

A metalinguagem cuidadosamente presente que diverte e nos tira do sério para participar diretamente dessa aventura como protagonista. São duas histórias que correm paralelamente sob a ótica da personagem Cecília, uma pacata dona de casa e seu marido alcoólatra.
Quando a realidade e a ficção se mesclam, torna a obra de arte cinematográfica muito mais brilhante e especial do que ela já é. Quem assistiu ao filme JOGO DE CENA do diretor brasileiro Eduardo Coutinho, deve ter saído da sessão meio tonto e curioso por não saber qual personagem dizia a verdade e qual interpretava a mesma cena, o mesmo discurso; é um filme dois em um, ou melhor, o mesmo diálogo para dois personagens interpretarem.

O diretor brinca com os pólos divergentes constantemente em A ROSA PÚRPURA DO CAIRO; a realidade e a ficção se aglutinam de tal forma tornando o real e o imaginário, personagem do filme e fora dele, únicos. Realidade e ficção con-(fundem-se)!

Realidade porque há homens que exploram as mulheres, gastam todo o dinheiro do trabalho delas em jogos, bebidas, ainda batem nelas e além de tudo tem coragem de as traírem.

Também há mulheres que não suportam o seu casamento, mas não têm coragem de cair fora por medo do parceiro e com isso ficam sonhando em encontrar o verdadeiro amor.

E a ficção é que nenhum personagem pode sair das telas porque se apaixonou por um expectador e nenhum expectador pode entrar pela tela de cinema com um personagem de um filme e passear pelas cidades cinematográficas e depois sair por ela novamente como se nada tivesse acontecido, e ainda por cima os outros personagens conversam com as pessoas reais que estão na sessão esperando a volta do outro personagem, pois não podiam continuar sem ele porque era o protagonista. É ficção povoando o imaginário; isso nunca aconteceu e nunca vai acontecer porque personagens interpretam, não têm vida própria. É criação; é o mundo imaginário. Porém pode acontecer no nosso imaginário tal real...

A Rosa Púrpura do Cairo (Purple Rose of Cairo, The, 1985) » Direção: Woody Allen» Roteiro: Woody Allen» Gênero: Comédia/Fantasia/Romance» Origem: Estados Unidos» Duração: 84 minutos» Tipo: Longa-metragem» Trailer: clique aqui

» Sinopse: Durante os anos da Grande Depressão nos Estados Unidos, Cecilia é uma garçonete que, depois de despedida do emprego, passa a se distrair vendo sucessivamente o filme "A Rosa Púrpura do Cairo", até que presencia o dia em que seu ator principal literalmente sai da tela do cinema para viver a vida real. Os executivos de Hollywood ficam loucos com o ator, querendo impedir que ele continue saindo de outras salas de projeção, enquanto ele passa a ter um caso com Cecilia.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Meu Verso

MEU VERSO

Meu verso é meu riso
Meu prazer,
Alegria e tristeza
Está comigo para o que
Der e vier.
Meu verso é
Meu estado de espírito
Meu juízo
Meu interior em chama
Mentir
Meu exterior em calma
Sentir
Ambos se completam
Em nome da razão.

Meu verso nem mesmo é versado
Nem rebuscado
É sim modesto, confuso,
Acanhado...
Eunice

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Austrália


Frases que anotei deste filme:

Se você não quer amor no coração, você não tem nada.

Seu sonho não tem história.


Uma coisa eu sei: contar histórias. E é o mais importante de tudo.

Sempre.

E assim que fazemos as pessoas nos pertencerem sempre.


Porque eu não sou branco
E também eu não sou negro
Sou mestiço
Um vira-latas.
Não pertenço a ninguém.


Cinema que mostra cinema: Neste filme Austrália mostra o filme O Mágico de OZ.


Sinopse

Uma aristocrata inglesa (Nicole Kidman) é a herdeira de um grande rancho. À medida que um barão inglês do gado procura comprar as terras da mulher, ela, de maneira relutante, se alia a um vaqueiro (Hugh Jackman) com o objetivo de retirar as suas cabeças de gado do local. Essa viagem, porém, os levará a Darwin, cidade australiana prestes a ser bombardeada pelas forças japonesas, no começo da Segunda Guerra Mundial.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Filosofia? Comecei a ler Descartes

Leia mais aqui.

E com Descartes dá a entender era preciso ir para a frente. Ele é considerado o fundador da filosofia moderna. No seu estilo claro mas pleno de construções, demonstrações e imagens ele nos dá as quatro regra do método:

a) jamais acolher algo como verdadeiro, a não ser que seja absolutamente evidente, e não acolher no juízo o que não seja claro e indubitável. É a regra da evidência.

b) a segunda regra, que tem um jeito matemático , diz para dividir as dificuldades em quantas partes fosse possível e necessário para resolvê-las.

c) a terceira regra é conduzir com ordem os pensamentos, começando com os mais simples e indo para os mais complicados, dos mais fáceis de conhecer para os compostos. Descartes também afirma, em outro trecho, que não se fia nos primeiros pensamentos. Na terceira regra é preciso fazer uma síntese da realidade complexa, que foi decomposta em partes menores.

d) a última consiste em fazer em toda a parte enumerações e revisões completas, para nada se omitir.

sábado, 25 de julho de 2009

As Tebas de Todos Nós (Poesia)

Intertextualidade

As Tebas de Todos Nós (Poesia)

Em Tebas tremem os tiranos,
Almas libertadas sem dor,
Corpos cativos sem amor,
Na solidão dos falsos arcanos.

Ao vento o sopro, o ardor,
A espera dos sonhos contidos,
A cegueira dos fatos omitidos,
No tempo o preço, o temor.

Te busco nesse universo falido,
Não importa o passar dos anos,
Pois na terra governam insanos,
A Tebas de um coração partido.

Roberto Souza

As Tebas de Todos Nós (Poesia)

Tebas, muito mais que espinho na carne
Dilacera a alma, causa rancor
Sem falar em ressentimento e desamor
Resgatemos a dignidade, e as mãos, desarmem!

Vento leve brinca, baila no ar
Boas novas, esperanças renovar
Desvenda sonhos contidos no olhar
Tempo cura, sara, valor incontestável pagar.

Te encontrei neste mundo renovado
Gastei todo o tempo necessário
Desta terra que meu coração governa
Devolvendo com juros a Tebas e sua caserna...

Tebas é um lugar que já não existe.

Eunice Bernal

In stand by - Tropa de Elite 2

Tropa de Elite 2

Segundo a coluna Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo, Tropa de Elite 2 mostrará a crimilidade entre as pessoas poderosas no Brasil.Sobre o Capitão Nascimento (Wagner Moura, de Romance), ainda de acordo com a jornalista, ele aparecerá mais velho e, desta vez, como funcionário da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.
Teremos mais uma mudança na sequência, mas agora nas cópias que serão distribuídas. Bergamo publicou que a intenção da produção é não fazer pré-estreia e sem sessões para críticos. Tudo isso para sentir a reação do público e não da imprensa.
Além de Wagner Moura, Selton Mello (Meu Nome Não é Johnny) também está confirmado no elenco de Tropa de Elite 2. Fernanda Machado, que viveu estudante Maria no primeiro filme, já está em negociações.
Bráulio Mantovani (Última Parada 174) está a cargo do roteiro, que ainda se encontra na fase de desenvolvimento, mas já há previsão para o começo das filmagens, janeiro de 2010.
Tropa de Elite já foi exibido em vários países e ganhou o Urso de Ouro no último Festival de Berlim. Foi o filme nacional mais visto nos cinemas brasileiros em 2007.(Da redação do site Cineclick)

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Língua Portuguesa é a Minha Pátria

http://www.youtube.com/watch?v=n2KttEYpURI&eurl=http%3A%2F%2Fletras%2Eterra%2Ecom%2Ebr%2Fcaetano%2Dveloso%2F44738%2F&feature=player_embedded

Língua

Caetano Veloso

Língua
Caetano Veloso
Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixe os Portugais morrerem à míngua
“Minha pátria é minha língua
”Fala Mangueira! Fala!

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê?
Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E – xeque-mate – explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomesNomes em ã
De coisas como rã e ímãÍmã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabée Maria da Fé
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futuraSamba-rap, chic-left com banana
(– Será que ele está no Pão de Açúcar?
– Tá craude brô– Você e tu– Lhe amo–
Qué queu te faço, nego?
– Bote ligeiro!– Ma’de brinquinho, Ricardo!?
Teu tio vai ficar desesperado!–
Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
– I like to spend some time in Mozambique
– Arigatô, arigatô!)
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem.

Essa letra é formidável, não acha?

sábado, 18 de julho de 2009

O VESTIDO – Esse Obscuro Objeto do Desejo

O VESTIDO – Esse Obscuro Objeto do Desejo

Carlos Drummond de Andrade é o meu poeta brasileiro preferido. O Caso do Vestido, é um de seus poemas que considero fascinante e intrigante. Ele é composto de 150 versos distribuídos em 75 estrofes de dois versos cada. É um poema que tem HISTÓRIA, que conta várias histórias tendo como protagonista um objeto que é um VESTIDO.

Eis o poema:

CASO DO VESTIDO
Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacas
sede meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
e colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberbam
e aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.
Carlos Drummond de Andrade
Uma obra literária EM VERSOS, transformada em um belíssimo filme nacional: O VESTIDO dirigido por Paulo Thiago, roteirizado por ele e por Haroldo Marinho Barbosa.

A literatura é TÃO imprescindível e fundamental quanto a música, o cinema entre outras manifestações artísticas. E falar em literatura vale lembrar que toda poesia nem sempre é de fácil compreensão, interpretação ou tradução. Ser considerada obra aberta, não significa que ela possa ser escancarada.

Em se tratando de cinematografia, tornou-se lugar comum o encontro de duas linguagens (literatura e cinema), os textos literários em prosa transformados em belíssimos filmes. Não querendo entrar no mérito de grau de igualdade, inferioridade ou superioridade, ou melhor, se o filme superou ou não a literatura, e vice-versa, não deixando de ser um assunto relevante, porém para outro momento.

O poema O Caso do Vestido do Drummond, é inédito, que eu saiba, saindo das páginas líricas, e sendo transformado primeiramente num ótimo romance pelas mãos de Carlos Herculano considerado um dos mais talentosos da nova geração, vencedor de vários prêmios literários e posteriormente um argumento para roteiro do filme proposto pelo cineasta Paulo Thiago que, como eu, é também fã do poeta Drummond. É claro que o romancista mineiro Herculano topou, graças a ele, temos somado ao cinema nacional um dos filmes mais brilhantes e formidáveis lançado em 2004 que é esse homônimo - O VESTIDO.

E a storyline ficou ótima: A descoberta de um antigo vestido faz com que duas irmãs decidam investigar o passado de sua família. Sem falar nas ótimas atuações de todo o elenco escolhido a dedo: Gabriela Duarte, Ana Beatriz Nogueira, Leonardo Vieira, Paulo José e Daniel Dantas.

E a sinopse não ficou para trás: Por acaso duas meninas descobrem, no porão de sua casa, um velho e lindo vestido de festa. Curiosas, elas querem saber corno o vestido foi parar ali, principalmente após verem sua mãe chorando com o mesmo entre as mãos. Elas iniciam então uma investigação, que pode responder ainda outra pergunta: por que sempre à mesa, nas refeições, havia um prato reservado ao pai, que as havia abandonado há muitos anos?

Do poema para o romance e do romance para o cinema, Carlos Herculano Lopes cumpre a proposta e escreve um romance épico de amor e paixão na Minas Gerais dos anos 40, recheando-o com outros personagens e um enredo tão envolvente quanto o do poema. Foi, segundo ele, um desafio interessante escrever este romance.(“O Vestido”, BRA, 2004, 121 min)

O cinema brasileiro nunca esteve tão bom quanto agora; impecável, e o Vestido é intenso e envolvente. O filme é tão sublime quanto o poema. É um leve dois e pague um. Uma obra-prima e mais uma vez Paulo Thiago fez escolha acertada, já que em 2002, ano do centenário do Poeta Carlos Drummond de Andrade, o cineasta lançou o documentário POETA DE SETE FACES.

Lembrando que 2002 foi o ano de centenário do poeta, e até eu me inspirei no poema QUADRILHA para escrevinhar algo do gênero Dramaturgia.
Eunice

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Teatro, a gente se vê por aqui - Desmascarados

Ser diferente deveria ser normal, ter diferenças, principalmente neste nosso país, o BRASIL, pois somos o resultado das misturas dos povos, credos, culturas, enfim, a soma de tudo, a miscigenação ampla, geral e irrestrita. Somos o país das diversidades.

*****
(DES) MASCARADOS ou ser diferente é normal

LEITURAS DRAMATIZADAS - 22 personagens


Censura: LIVRE

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos ou situações da vida real, é mera coincidência.

(Texto de abertura)

NARRADOR

Todo ser humano é igual em muitos aspectos: nascem, crescem, se reproduzem, vivem até uma determinada idade e morrem. Todos comem, bebem, se divertem, dormem, se penteiam, fazem suas necessidades fisiológicas, transpiram, sentem frio, sentem calor, amam, odeiam, sentem medo, são tímidos, são extrovertidos, riem, são desprezados, enfim, são tão parecidos, tão iguais em muitas coisas, em vários aspectos. Cada pessoa é o escritor de sua própria história. Tem livre-arbítrio, faz suas escolhas.

Mas não existe no mundo dois seres iguais, nem mesmo gêmeos idênticos. Todos têm suas diferenças, qualidades, defeitos, opiniões, dons, qualidades intelectuais, morais, religiosas, culturais, regionais, éticas, familiares... diferenças em muitos aspectos. E é disso que vamos falar.

Todo ser humano, tem necessidades básicas de comer, beber e dormir; mas são completamente diferentes nos aspectos internos, no seu modo de pensar, de falar, de agir de decidir etc. É como se cada ser tivesse em seu guarda-roupas além das coisas básicas, para o seu dia-a-dia, também máscaras, fazendo parte do seu vestuário.

Podemos pensar tudo o que quisermos, mas nem tudo o que pensamos podemos dizer. Se por exemplo eu estivesse com raiva de um bandido que acabou de me assaltar e em minha mente eu pensasse o seguinte “se eu tivesse uma arma neste momento eu mataria esse assaltante”, estaria usando nesse momento máscara da maldade., uma das máscaras que compõe o meu guarda-roupa; se eu tivesse inveja de alguém e me fingisse de amigo dele, estaria usando a máscara da falsidade, e assim por diante.

Em nosso armário há todos os tipos de máscaras: o da alegria, da felicidade, o da tristeza, da raiva, do ódio, do amor. Metaforicamente falando somos todos mascarados e um dia a máscara cai, (um dia tiramos a máscara e mostramos quem realmente somos). É o mesmo que dizer que somos diferentes um dos outros. É claro que há pessoas que usam a mesma máscara para o resto de suas vidas, mas há pessoas que trocam de máscara como se trocasse de camisa. Talvez seja até para combinar, a cor, o estilo, a moda ou algo do gênero. Vale lembrar aqui que algumas das diferenças ou diversidades, muitas vezes gera o pre-conceito, permeia ao preconceito. Ser diferente, às vezes, incomoda pessoas, que vê como uma doença social contagiosa.

Muitas vezes não sabemos conviver com as diferenças; mas é necessário aprender e respeitar. O importante é ser solidário sempre, amar e ajudar ao próximo, pois fazendo isso, estaremos fazendo um grande bem para nós mesmos.
Ser diferente, na sua opinião é normal ou anormal?

Quero brindar com vocês as diferenças e desigualdades de nosso país, que apesar de tudo é ainda o melhor país para se viver. VIVA O BRASIL! VIVA TODOS OS TIPOS DE DIFERENÇAS! VIVA A DIVERSIDADE! VIVA O POVO BRASILEIRO.
Eunice Bernal

VIDA LONGA AO REI


Roberto Carlos, querendo ou não, é o rei da MUSICA POPULAR BRASILEIRA.
Suas canções são, indiscutivelmente, parte da cultura nacional.
Te amo, meu REI! Parabéns ao rei pelos 50 anos de música!

Eis duas canções que gosto de ouvir a qualquer momento:

*****

CAVALGADA

Roberto e Erasmo

Vou cavalgar por toda a noite
Por uma estrada colorida
Usar meus beijos como açoite
E a minha mão mais atrevida

Vou me agarrar aos seus cabelos
Pra não cair do seu galope
Vou atender aos meus apelos
Antes que o dia nos sufoque

Vou me perder de madrugada
Pra te encontrar no meu abraço
Depois de toda a cavalgada
Vou me deitar no seu cansaço

Sem me importar se neste instante
Sou dominado ou se domino
Vou me sentir como um gigante
Ou nada mais do que um menino

Estrelas mudam de lugar
Chegam mais perto só pra ver
E ainda brilham de manhã
Depois do nosso adormecer

E na grandeza deste instante
O amor cavalga sem saber
E na beleza desta hora
O sol espera pra nascer.

*****
OUTRA VEZ

Roberto Carlos (Isolda)

Você foi
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples prá mim...

Você foi
O melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez...

Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...

Me esqueci
De tentar te esquecer
Resolvi
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...

Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez....

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Dedico esta música para SÓ VOCÊ

Do Vinicius Cantuária

http://www.youtube.com/watch?v=_AFATin7mWg


Só Você

Vinicius Cantuaria

Composição: Vinicius Canturária

Demorei muito pra te encontar
Agora eu quero só você
Teu jeito todo especial de ser
Fico louco com você
Te abraço e sinto
Coisas que eu não sei dizer
Só sinto com você
Meu pensamento voa de encontro ao teu
Será que é sonho meu?
Tava cansado de me preocupar
Tantas vezes eu dancei
E tantas vezes que eu só fiquei
Chorei, chorei
Agora eu quero ir fundo lá na emoção
Mexer teu coração
Salta comigo alto e todo mundo vê
Que eu quero só você
Eu quero...Só você... só você
Te abraço e sinto
Coisas que eu não sei dizer
Só sinto com você
Meu pensamento voa de encontro ao teu
Será que é sonho meu?
Tava cansado de me preocupar
Tantas vezes eu dancei
E tantas vezes que eu só fiquei
Chorei, chorei
Agora eu quero ir fundo lá na emoção
Mexer teu coração
Salta comigo alto e todo mundo vê
Que eu quero só você
Eu quero...Só você... Só você

Preparando-me para um novo concurso

UFRJ, me aguarde, a boa filha à casa torna. Sinto saudades dos colegas e do ambiente de trabalho. Se passar abandono o Magistério.

Estou na Fase de inscrição. Será que passo? A prova está marcada para o dia 20 / 09 - domingo.

As inscrições continuam abertas, e eu concorro com mais 09 candidatos para o cargo de TECNICOS EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS. Pode ser qualquer nível superior. Tem muito mais coisas. Siga o link.

www.nce.ufrj.br/concursos


Este é um dos meus sonhos. Quem gosta de mim, torça para que eu consiga ser aprovada.