terça-feira, 11 de maio de 2010

Jogada de MESTRE!

Aliás, de Dunga.

  O técnico Dunga, anunciou hoje a convocação da seleção brasileira que fará seu último amistoso antes da Copa do Mundo, no dia 2 de Março em Londres, contra a Irlanda.


Confira a lista:
GOLEIROS
Julio César (Inter de Milão)
Doni (Roma)

LATERAIS
Maicon (Inter de Milão)
Daniel Alves (Barcelona)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Lyon)

ZAGUEIROS
Juan (Roma)
Lúcio (Inter de Milão)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)

VOLANTES

Gilberto Silva (Panathinaikos)
Josué (Wolfsburg)
Felipe Melo (Juventus)

MEIAS
Kaká (Real Madrid)
Ramires (Benfica)
Elano (Galatasaray)
Julio Baptista (Roma)
Kleberson (Flamengo)

ATACANTES
Robinho (Santos)
Adriano (Flamengo)
Nilmar (Villarreal)
Luis Fabiano (Sevilla)

Fonte: J.B 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Liberdade, liberdade...


"Liberdade,
É uma calça velha
Azul e desbotada
Que você pode usar
Do jeito que quiser
Só não usa quem não quer...
***
Fica bem na altura
Fica bem na largura
Fica bem na... . "



Agradecimentos:

Jeans US Top

Cachê para obras sociais RJ.

terça-feira, 4 de maio de 2010

domingo, 2 de maio de 2010

O Livro de ELI


Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, o Jacó, e que te formou, ó, Israel : Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. (Isaías 43:1)

O Livro de Eli (The Book of Eli, 2010)

O que torna um filme especial é a mensagem formidável que ele traz, ou o que torna um filme formidável é a mensagem especial que ele traz. O primeiro do ano de 2010 que assisti e constatei isso foi o dos irmãos gêmeos Allen e Albert Hughes O LIVRO DE ELI, e ouvi boatos que este é o candidato a cult do momento, mas isso é assunto para outra conversa.

Gosto de me preparar psicologicamente lendo a sinopse para ter uma idéia do que se trata, qual o gênero, a nacionalidade, diretor, atores e por último a crítica do júri, o que para mim nada significa, não tem nenhuma importância, o interessante é saber o que cada um pensa. Os formadores de opinião de um jornal do RJ rotulados de Superjúri, em peso condenaram esta obra que considero prima. Cabe a cada um ser crítico da arte que seleciona para apreciar, e julgar conforme suas expectativas.

Mas o que o Livro trata? Aliás, o filme é sobre o quê?

Vivemos num mundo onde há excesso de informação; muitos modos e alguns instrumentos para isso; chove convite a todo momento de drogas tecnológicas viciantes, para ser um seguidor, disto ou daquilo, tanto que chega a dar náusea. Depois do advento da Internet, pode-se escolher com quem se quer falar, de onde,  quando e por qual canal se comunicar: skype, twitter, e-mail, orkut, facebook, e outras maneiras à escolha do freguês. Mundo globalizado, comunicação ao alcance de todos. Mesmo assim, sempre haverá alguém desinformado, e por tantos motivos: ou porque se seleciona o que se quer saber, que seja apenas de interesse do próprio, ou porque é impossível ao ser humano dominar e saber TUDO.

Recentemente o diretor palestino Elia Suleiman do filme ‘O que resta do Tempo’ (na minha lista de espera) talvez por contar de forma bem-humorada o conflito entre palestino e israelenses a partir de uma visão autobiográfica, por essa razão foi comparado ao comediante francês Jacques Tati, do qual, não estranhem, ele confessou nunca ter ouvido falar. Don,t worry. Ninguém é obrigado a saber tudo.

Mas o que isso tem a ver com o filme O Livro de Eli? TUDO.

Eli (Denzel Washington) é uma pessoa que vive num mundo futuro de um pequeno grupo que restou da humanidade, totalmente destruído, reduzido a cinza, poluído, sem outra espécie de vida; água é um líquido muito precioso e caro, quem possui faz escambo porque já não existe dinheiro, e o que resta da população faminta só praticando o canibalismo para não morrer de inanição. Os poucos sobreviventes mendigam... brigam entre si para continuarem vivos.

Dos sobreviventes, Eli se sobressai, e pode ser considerado um ser especial escolhido por Deus, já que teve em sonho uma revelação e recebeu a missão divina de levar o único exemplar que restou na face da Terra do Livro Sagrado para a direção oeste. Sem mapa, só mesmo seguindo a própria intuição ou guiado, talvez, por um anjo para chegar à terra prometida. Pode ser porque tenha muita fé e boa vontade, cumpre à risca e muito bem seu propósito. A jornada é longa e pelo caminho, cruza constantemente com inimigos que tentam roubá-lo ou exterminá-lo, ele, porém, sempre consegue se desvencilhar de todas as ciladas e armadilhas. No passado, o tempo era contado pela lua; no futuro pelo inverno rigoroso. “Eli perambula há 30 invernos, num cenário tristemente devastado”.

Na sua jornada, evita meter-se em encrenca; nesse mundo agora, cada um por si, manter-se vivo é um privilégio e ele então foge dos perigos e constantemente se vê desafiado por situações inóspitas.
Para abrandar a solidão, o andarilho, além do seu livro, carrega um aparelhinho de som com fones e constantemente ouvindo música, e se distraindo, até que um dia a bateria falha, ficando ele apenas com as leituras diárias do Livro Sagrado. Ele chega no que sobrou de um lugar, onde existe uma espécie de xerife, sendo o ‘dono do pedaço’ Carnegie (Gary Oldman) homem culto e letrado, e sempre lendo um livro, e dando ordens aos empregados que saiam e lhe tragam sempre mais e mais, em especial ‘um livro especial’ que ele ainda não tem e seus empregados não conseguem encontrar. O único exemplar que restou na face da terra está com Eli. É o livro mais precioso, o da sabedoria que ele quer e diz ser capaz de mudar e transformar o homem, expandir sua dominação e seu poder.

Nesse povoado Carnegie é também dono do que sobrou de um tipo saloon, típico do velho oeste americano, onde se serve bebidas e mulheres, e descobre que o livro que ele procura está com Eli, o forasteiro que acabou de chegar na 'sua cidade’. Eli acaba entrando no local porque fica sabendo que lá tem água e ele precisa para continuar a sua jornada.

Carnegie, por interesse lhe oferece estadia e a companhia da filha da sua companheira cega a fim de roubar dele o tão sonhado livro.

Mais uma vez Eli consegue se livrar da situação e a jovem o segue por um bom tempo. Ela em alguns momentos o atrapalhou e em outros o ajudou. Quase chegando ao Oeste para cumprir o seu destino ele perde o livro para Carnegie. Mesmo assim não deixou de cumprir a tão sonhada missão. Muito mal, mas chegou. Venceu essa batalha. Talvez a contagem de tempo fosse mais do que 30 invernos pois foi suficiente para decorar a Bíblia toda que é um conjunto de 66 livros: 39 V.T. e 27 N.T., e ele a ditou ao escriba que o aguardava, Capítulo por capítulo; versículo por versículo, até o ponto final do Apocalipse.

“GÊNESIS

A Criação dos céus e da terra e de tudo que neles há

1 No princípio, criou Deus os céus e a terra.
...
APOCALIPSE

A benção

21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.”

Quando Carnigie consegue abrir a Bíblia, constata que a mesma está em Braille. Para a sua sorte, conseguiu o que almejava, objetivo alcançado, e muito mais que isso. Poderia começar a se regenerar, ser mais humilde e generoso; compartilhar e reconstruir um novo mundo e um novo tempo, uma nova cidade pela palavra, pelo VERBO, com a sua companheira que domina a linguagem, a grafia Braille.

Só de ter decorado a Bíblia toda, conclui-se que Eli é um homem especial. O filme é recheado de metáforas, cabe ao espectador tentar interpretá-las.

Eli sempre de óculos escuros. Seria ele cego? O seu livro está na linguagem Braille. Coisas se aprendem por necessidade ou não. O filme não é uma receita de bolo, não tem resposta pronta. Tem os seus mistérios e é isso o torna excepcional, interessante. Eli tinha mais de uma missão: decorar a Bíblia (“Guarde AS Minhas Palavras”); perdê-La para que alguém a encontrasse e fizesse bom uso (“Ide e Pregai o evangelho a todas as criaturas”) conhecessem, ditá-Las e praticá-Las (“Pratique a Minha Palavra, Orai e vigiai”).

O Livro do conhecimento de Eli, difícil de digerir, pode ser o mesmo de Humberto Eco em O Nome da Rosa, só que em momentos e situações divergentes: um está antes da reforma religiosa (protestante), século XIV, e o outro está num século pós-apocalíptico. O primeiro é um tratado da idade média, quando a igreja católica tinha o domínio e o poder sócio-político-econômico-cultural sobre todas as coisas, e influenciava o modo de pensar e agir das pessoas, e somente Ela julgava e decidia. E o Livro Sagrado era guardado a sete chaves, inacessível a fim de monopolizar os seus dogmas e manter uma fé obediente e cega da população. E o último, todos podem tem acesso à sua leitura, só que, por se ter apenas um exemplar é quase impossível.

E voltando ao assunto do diretor palestino, ele não sabe tudo, nem você nem eu nem ninguém nunca saberá, deter todo conhecimento, mesmo com a Internet e a chuva de convite para seguirmos aqui e acolá, mesmo assim, muitos são os que não ouviram falar, por exemplo, desse Livro Sagrado, de Jesus, e que vivem na escuridão. Foi preciso um exemplar na linguagem Braille, um desafio, a fim de lhe (ao inimigo de Eli) mostrar que a Bíblia, o livro do conhecimento e da vida é a VERDADE e sem Ela o homem está perdido. Então, pesque mais mensagens nas entrelinhas deste brilhante filme.

O Livro de Eli cumpriu muito bem a sua missão. *****
Karenina Rostov
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Sinopse

Em um futuro pós-apocalíptico, um herói solitário protege um livro sagrado que pode conter o segredo para a salvação da humanidade.

Ficha Técnica

Título Original: The Book of Eli.
Origem: Estados Unidos, 2010.
Direção: Albert Hughes e Allen Hughes.
Roteiro: Gary Whitta.
Produção: Broderick Johnson, Andrew A. Kosove, Joel Silver, David Valdes e Denzel Washington.
Fotografia: Don Burgess.
Edição: Cindy Mollo.
Música: Atticus Ross.

Elenco

Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones, Joe Pingue, Frances de la Tour, Michael Gambon, Tom Waits, Chris Browning, Richard Cetrone, Lateef Crowder, Keith Davis, Don Tai, Thom Williams, Lora Cunningham, Scott Wilder, Heidi Pascoe, Jennifer Caputo, Eddie Perez, Spencer Sano, Karin Silvestri, Mike Gunther, John Koyama, Mike McCarty, Scott Michael Morgan, Sala Baker, Arron Shiver, Justin Tade, Mike Seal, Richard A. Smith, Paul Crawford, Edward A. Duran, David Wald, Jermaine Washington, Kofi Elam, Clay Donahue Fontenot, Al Goto, Brad Martin, Tim Rigby, Luis Bordonada, Robert Powell, Angelique Midthunder, Todd Schneider, Darrin Prescott, Laurence Chavez, Brian Lucero, David Midthunder, Malcolm McDowell e Frank Powers.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Pintura em Pânico

Fotomontagem

Considero Jorge de Lima, um poeta excêntrico que transitava no mundo fashion ora do Parnasiano, ora do Barroco, Clássico, Moderno e sempre vanguarda.  Em vida não teve seu reconhecimento merecido. 

Fazia de tudo um pouco: médico, pintor,  poeta e  se destacou ao reinventar a arte, desarticulando elementos técnicos, mesclando pintura e poesia em uma nova linguagem: A fotomontagem e colagem poética.

O poeta falou certa vez o seguinte sobre sua pintura: “Já disse e repito: minha pintura, deficiente, imperfeita, autodidata é tão-somente um complemento de minha poesia.”

Saiba mais sobre ele visitando a exposição que está em um Centro Cultural do RJ.

Siga o link.
http://www.apinturaempanico.com/fotomontagens.html

sábado, 24 de abril de 2010

Crepúsculo...

Sempre quis capturar o pôr-do-sol... somente agora surgiu oportunidade...

Caminhada, água de coco, gente e poesia...
Tarde na Ilha da Fantasia...
 
Isto não estava no programa...
Quantas camadas tem aqui?

O luar por testemunha...

O dia morre...

Sempre é bom lembrar que...
O SOL nasce para todos
Bus stop
Marco Zero

Fotos: E.B.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

40 Sessões

Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo.
Carlos Drummond de Andrade

40 Sessões

O câncer é ainda a doença que mais mata no mundo. Pode aparecer em qualquer parte ou órgão do corpo, em qualquer idade. Alguns são fáceis de tratar como o de pele, por exemplo, se estiver na fase inicial; outros mais complexos, mais difíceis, como a leucemia que depende de doação de medula compatível, mas tem cura. Houve um tempo que pronunciar essa palavra era quase uma heresia, de tão terrível  moléstia, e por isso como forma de abrandá-la usava-se o seguinte eufemismo: Fulano está com 'aquela doença' .

Dos quatro irmãos, eu fui premiada com “aquela doença” Ahahaha.. Sim, tive câncer. Dei muito trabalho aos meus pais, devo a eles... minha gratidão eterna, é uma dívida impagável.

Sou a única da família (que eu saiba) a ter câncer. Geralmente se vai ao médico quando se está doente ou para tratamento de alguma moléstia específica, e o profissional da saúde automaticamente faz com que o paciente se sinta à vontade com inúmeras perguntas e depois preenchendo  formulários  sobre determinadas questões relacionadas a doenças em família,  a fim de descobrir se  se trata de algo hereditário. Certas doenças são herdadas, exatamente como acontece com os genótipos: cor de olhos, cabelos, pele etc.

Meus pais só foram saber que eu estava com retinoblastoma, um câncer raro e em estado avançado, tardiamente, depois de horas,  de tanto percorrer a muitos hospitais, até terem a certeza do diagnóstico, de todos os médicos consultados, eu, aos dois e meio de idade. Fiz a minha primeira cirurgia radical. Depois a cirurgia vêm as 'delicadas' sessões de cobaltoterapia, radioterapia e quimioterapia. Se o mal é inevitável, eu quero gozar no final.

Na verdade foram setenta sessões. Pode ter certeza que eu sobrevivi. Fiz outras cirurgias dando continuidade ao tratamento; em São Paulo, no Hospital das Clínicas; no Rio de Janeiro, no HCE, entre outros. Hoje enxergo 30%, o que já é suficiente, pois há tanta coisa que não é necessário ver para crer. Enfim, continuo levando a vida normal, e deixo ela me levar de vez em quando. Trabalho, me divirto, namoro, estou na luta.

Lembrei-me de uma citação do educador Paiva que diz o seguinte:

“Temos o direito de ser iguais sempre que as diferenças nos inferiorizam, temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza.” Paiva.

Então, por que essa lembrança agora?

Ser diferente dos outros não é, não foi, e nunca será normal. Cada um é único e exclusivo exemplar no mundo, com suas virtudes, seus anseios, seus temores, suas qualidades, seus defeitos, seu modo de pensar, julgar, decidir, agir e de conceber a vida e tudo que o cerca.

De repente você estava aí pensando que mais uma vez eu iria falar de sétima arte, não? Quarenta sessões parece coisa de cinema. Ledo engano.

Lembrei-me desta história que ainda não tinha contado aqui por ene razões:

O mundo anda tão complicado, são tantos precisando de ajuda que não sabemos nem por onde começar e a quem ajudar.

Gente sem casa;
Gente sem comida;
Gente sem família;
Gente sem pátria;
Gente sem esperança.

Uma das campanhas da fraternidade que nunca esqueci foi a do slogan que diz:

“Ninguém é tão pobre que não possa dar; ninguém é tão rico que não possa receber."

O mundo precisa de prece e de doação;  fazer caridade não é pecado. Não precisa ser famoso, nem ser grande empresário, apenas boa vontade. É o suficiente.

Eu indiretamente ajudava o hospital do câncer, em especial o de mama, com um gesto simples que não implica nenhum esforço físico ou emocional; apenas uns trocados basta para comprar a camiseta com o símbolo "Alvo da Moda", faz-se muito por tão pouco. 

Encontre uma maneira de você também ajudar a fazer alguém sorrir.
E. Bernal

Concordo


Imbecilidade ao QUADRADO!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Brasília, a Capital do Brasil

A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.
OSCAR NIEMEYER

***
Brasilia veio para ficar
Um dos cartões postais mais belos do país
Obra de arte concreta
Orgulho nacional

21 de abril de 1960 - Parabéns, Brasilia, brasilienses, brasileiros, por mais um aniversário!
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A vida é mais importante do que a arquitetura

***
Solidariedade justifica o curto passeio da vida.
***
O homem tem de ser modesto; tem de olhar para o céu.

***
A vida é um sopro. Por isso, não há motivo para tanto ódio

***
No dia em que o mundo for mais justo, a vida será mais simples
***

Na rua, protestando, é que a gente transforma o País.
OSCAR NIEMEYER

sábado, 17 de abril de 2010

RIO, o Centro Cultural do País

Uma das muitas razões para se gostar da Cidade Maravilhosa é por ela ser o centro cultural do país e muitas coisas para se fazer por uma barganha ou de graça. Curso de cinema é uma delas. Está acontecendo no Centro Cultural da Caixa - na Avenida Almirante Barroso, Largo da Carioca,  o Diálogos na Tela. 

Acontece aos sábados, com uma sessão às 10h e depois  palestra que segue o tema do filme.  O de hoje, o professor de história convidado deu  uma excelente aula focando o século XII e XIII, os templos e a arquitetura gótica, a religiosidade, traçando paralelos entre vários momentos da história.

Uma oportunidade de rever agora com atenção, pois a seleção dos filmes para este curso está ótima.  

O de hoje foi: IRMÃO SOL, IRMÃ LUA, de Franco Zefirelli. Nem me lembrava o quão sublime era. Os sensíveis não devem esquecer o lenço ao assistí-lo. No escurinho do cinema ouvia-se choros, soluços e fungações. Rs. Para participar tem que se inscrever via e-mail.

Confesso que está sendo maravilhoso! 
Fotos do blog da C.C.
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Mostra-curso sobre cinema e arte.
Caixa Cultural RJ. Sábados, das 10h às 14h. Início: 20/03/2010.
A Mostra “DIÁLOGOS NA TELA” irá traçar uma breve história da representação na arte ocidental estabelecendo diálogos com o cinema.
As principais questões formais, históricas e estéticas das artes, do despertar da criatividade humana até o século XX, serão abordadas a partir da exibição em DVD de 16 filmes complementados por palestras com renomados teóricos e críticos de arte e de cinema.
Os participantes que assistirem a, pelo menos, 75% das sessões e palestras terão direito a certificado com chancela da Universidade Cândido Mendes.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Almoço com as Estrelas

Vander Lee, ao vivo e em cores, num banquinho e um 'violão' !



Para quem gosta de boa música, já pode começar a agendar a volta das quintas musicais que acontece por volta das 12h no auditório do CCMN ou do CT. Hoje, dia 15 / 04, para abrir a temporada anual, o organizador do evento começou com Vander Lee. Uma ótima pedida, não?

Luana e Eu estivemos lá e registramos tudo.  A casa não estava lotada, como nos anos anteriores, talvez,  a Cidade Universitária ainda não esteja antenada para prestigiar grandes nomes da MPB.

Vamos aguardar para o de Luiz Melodia que acontece daqui a quinze dias (semana que vem não tem por causa do feriado).  Don´t cry, baby, e nada de agonia!

Fotos de E.B e L.A.



domingo, 11 de abril de 2010

DEUS

Ap. - Cap.1 V.8

EU sou o Alfa e o Ômega, diz o SENHOR DEUS, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo Poderoso.

Jeremias - Cap.17 V.9
Enganoso é o coração mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Shakespeare Apaixonado

O Menestrel - Shakespeare


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Faz um bem danado estar apaixonado, estar amando. Quem não gosta de amar e ser amado? Tem que ter uma boa pegada, gostar de beijo na boca e muito mais...

Querendo conversar, SOBRE estamos à disposição. A gente se encontra na 66.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

De volta para casa

Ganhei este momento de alegria hoje que veio do céu. Não deixe a tristeza tomar conta do seu coração. A natureza é presente que Deus nos brinda com carinho todos os dias.

Um arco-íris significa que o céu está em festa; dois então...

Fotos E.B.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Consumidora de Erva

 Consumidora e viciada da delícia gelada chamada TERERÉ. 

O tereré (ou tererê) é uma bebida feita com a infusão da erva-mate (Ilex paraguariensis), de origem guarani. É consumida diariamente com água gelada, sucos, hortelã (Mentha arvensis), cedrón (Lippia citriodora), peperina hortelã, limão, coco (Allophyllus edulis), entre outros.




Ervas de todas as marcas e  e sabores para o preparo do chimarrão ou do tereré. EU GOSTO!

A origem do tereré data da invasão européia por castelhanos e portugueses, quando era usado pelas tribos guarani, nhandeva, kaiowá e outra etnias chaquenhas, muito antes da Guerra do Paraguai e da Guerra do Chaco (entre Paraguai e Bolívia, 1932-1935), quando as tropas começaram a beber mate frio para não acender fogos que denunciariam sua posição.
No Brasil, o tereré tem um consumo tão antigo, quanto no país de origem, visto que a região oeste do estado do Paraná teve, durante as colonizações espanhóis e portuguesas, fronteiras indefinidas, nessa região - tem-se como exemplo a cidade de Foz do Iguaçu, que teve suas cataratas descobertas por um explorador espanhol. Aos demais estados, foi levado pelos paraguaios e índios guarani e kaiowá, que passaram a pertencer ao país quando da nova definição da fronteira entre Brasil e Paraguai, anexando imensos ervais nativos ao estado do Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul.

Fonte: Wikipédia
Prenda-me se for capaz!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Calamidade Pública



Pro dia nascer INfeliz. Seis de abril de 2010, chove já há 20h na CIDADE maravilhosa, e o temporal parece não ter pressa de ir embora. O jeito é aguardar. Nada como um dia após o outro.

O Rio literalmente parou neste dia. Vai entrar para a história. Ser solidário neste momento é indispensável.

E para uma emergência, o número da Defesa Civil é 199.

Não entregue os pontos jamais!

domingo, 4 de abril de 2010

Lacraia, Porcos e Diamantes

 “O homem deve abrir o seu coração ao aprendizado espiritual, independente da religião, a alma é imortal, vamos nos esforçar para sermos pessoas melhores.”

É difícil? Talvez... mas não impossível.

A vida sempre nos dando limões.

Lacraia. Fui apresentada a essa criatura non grata aqui no Rio de Janeiro. É um tipo peçonhento e asqueroso, assim como a barata que quer a qualquer custo ser domesticada. Gosta de lugares úmidos e é no calor que saem da toca. Parece inofensiva, mas nem tanto. Quando cruza com um humano, se comporta tal qual seus amigos baratas: saem correndo, a fim de se esconderem, onde se conclui  possuírem uma certa inteligência.

Uma vez, num dia calorento senti uma picada no tornozelo, pensei tratar-se de um mosquito, mas para a minha surpresa, fui brutalmente atacada por essa coisa asquerosa. Algumas horas depois comecei a passar mal, enjôo e vômito, e três dias com febre alta. A minha família me levou a um hospital público. Lá aplicaram-me uma injeção que me fez apagar e só me lembro que acordei dois dias depois. Conclui-se que veneno de lacraia não mata e fica-se vacinado(a).
Porco é outra criatura inteligente. Um animalzinho de Deus super simpático, pode ser domesticado. No pantanal é figurinha fácil de se encontrar. Cheguei a postar aqui o Fred, o porco do meu sobrinho. Dizem que sua carne é saborosa. Não faço questão de saber, nem me convidem para uma feijoada que não como. Não é por nada não, assim como não aprecio frutos do mar, e algumas frutas, dispenso esse alimento, questão de gosto. Carne de capivara, por exemplo, é uma delícia!

Diamante é o mais resistente material de ocorrência natural que se conhece. Uma curiosidade sobre essa pedra preciosa: eles NÃO são eternos, como se pensava. Definha com o tempo, mas os diamantes duram mais que qualquer ser humano. Mesmo assim, todos querem ter um, pela sua raridade, beleza e formosura. O diamante é valioso porque é raro ou é raro porque é valioso? Não queira encontrar uma razão para se entender tanta coisa incompreensível quando se trata o semelhante a algo valioso comparando-o ao diamante ou a um animal que vive na lama.

E entre lacraias porcos e diamantes, fico com os três, porque são limões que a vida diariamente nos oferece, espécies diferentes, porém, cada qual com sua função e o seu valor. E rendeu-me este rascunho.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

2012 – Eram os Maias deuses?

“A arte dos Maias e dos Incas atingiu, há milênios, um esplendor que faria empalidecer de inveja Miguel Ângelo e Leonardo da Vinci... De onde extraíram eles recursos para estas criações extraordinários?”  Charles Wienher

Polêmica é algo engraçado. Cada qual com a sua opinião formada sobre determinado assunto, querendo explanar o seu ponto de vista a qualquer custo, independente de ser político, social ou religioso. De tempos em tempos surge alguma nas rodas de bate-papo, e a do momento gira em torno do filme dirigido pelo alemão Roland Emerich, o 2012. O diretor propositalmente priorizou os mais deslumbrantes efeitos especiais, sendo bem detalhista nesse aspecto, mostrando num roteiro original baseado na lenda de um calendário que dita o dia, mês e ano para o fim do mundo. Não se pode negar que se o objetivo dele era justamente mostrar como seria o dia D, aplausos, porque cumpriu bem essa missão. No filme a destruição é total. E é aí que começa a história propriamente dita da polêmica. A igreja católica não gostou de ver o cartão postal do Rio de Janeiro, ou seja, O CRISTO REDENTOR, destruído. A inquisição nunca envelheceu; Hollywood deve queimar na fogueira da vaidade porque mexeu com um ícone e patrimônio da humanidade.

Extra! Extra! Foi furo de reportagem:

“Igreja católica processa produtora por destruir o Cristo Redentor no filme 2012.

Destruir o Cristo Redentor no filme 2012 foi considerado um atentado contra a Igreja pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, que cobra da Columbia Pictures o pagamento de uma indenização por uso indevido de imagens. Vários monumentos são destruídos por computação gráfica, inclusive o Cristo Redentor. A Arquidiocese do Rio não pode cobrar pelo uso da imagem do Cristo, mas tem poder de veto, com a justificativa de que se trata de um símbolo religioso e que deve ser preservado.”

Discurso sensacionalista? Já era de se esperar... o conselho que todos já conhecem é o de não confundir alhos com bugalhos. Houve uma época que o artista era confundido com o personagem. No Brasil, basta se lembrar da novela Vale Tudo. Maria de Fátima a personagem de Gloria Pires, maltratava a mãe, na novela, vivida pela atriz Regina Duarte. Não sei se Gloria Pires chegou a apanhar por causa desse papel. Alguém comentou que a igreja deveria era se preocupar com assuntos relevantes que dizem respeito a ela e a salvação dos seus fiéis num possível ‘fim do mundo’.

2012 é ficção científica, também um aviso prévio, assim como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, e conclui-se que o diretor é apaixonado pelo assunto apocalíptico.

Irônico rótulo de ficção uma vez que é baseado em profecia bíblica. Imaginação fértil. Sim, como seria o fim do mundo, seguindo o calendário utilizado por várias culturas e religiões da mesoamérica, que instituíram uma data para o advento apocalíptico agendado para acontecer no dia 21 de dezembro de 2012. É pagar para ver. O livro sagrado confirma tal evento, porém não tem data nem hora marcada. Alguns estudiosos confirmam a desgraça anunciada, porém, a antecipam para 28 de outubro de 2011.

O roteiro foi escrito a quatro mãos; nem era preciso tanto, já que é basicamente vazio de conteúdo. Emmerich, sabendo disso, tratou logo de encher lingüiça com efeitos especiais, o que tornou o filme assistível. Talvez a proposta do autor fosse meramente essa, apenas mostrar como será o fim do Planeta Terra. E cada um por si e Deus por todos.

O tempo passa rápido, 2012 não está não longe assim e já se tem uma prévia de como será a catástrofe registrada e autenticada. Tsunamis por toda parte, terremotos em muitos países, aquecimento infernal nos quatro cantos do mundo, parte da Ásia com abalos sísmicos freqüentes, Haiti aos poucos sendo varrido do mapa, Chile, Peru, e começando a chegar ao Brasil, enfim, profecia começando a irreversivelmente tomar forma.

Apocalipse é o último livro da bíblia ditado pelo apóstolo João, sobre a revelação de Jesus, que Deus lhe deu para mostrar coisas que em breve vão acontecer. Tudo registrado passo a passo: a visão do livro fechado com sete selos, sendo aberto um a um cumprindo-se todas as temidas e assustadoras profecias, comparando-se ao ensaio do filme 2012, dirão que este último é poesia romântica.

As civilizações antigas tinham seus segredos muitos ainda não decifrados. Os tesouros incas e astecas, os lugares secretos e misteriosos, a lenda do Eldorado, Teotichuocan, que significa “Cidade dos que viraram deuses” daí a brincadeira com o título, nome dado pelos próprios “fundadores”, que a milhares de anos por aqui passaram, e a Pedra do Sol conhecida pelo muito falado e comentado “Calendário Asteca”.

O calendário decifrado profetiza uma provável data para o planeta entrar nos eixos, num cataclismo planetário de proporções épicas anunciada para o dia 21 de dezembro do ano de 2012. Se acontecer, muitos vão preferir não testemunhar. Talvez para causar um suspense, Emmerich colou a mesma música do trailer do filme utilizado no trailer de “O Iluminado”.

Sétima arte é a soma de todas as outras artes, um mundo mágico, e o considero deslumbrante, obra-prima como o trabalho do ourives e neste todo canto do mundo sendo destruído, uma jóia cara com único exemplar. A catástrofe não perdoou nem os pontos mais altos do planeta. Apesar de se tratar de uma previsão e muito do previsto começando a acontecer e cientificamente comprovado que de fato se cumprirá, o homem não deve se debruçar e desesperar. O futuro a Deus pertence. (O sessão neste dia ficou tumultuada, expressões de preocupação)

O filme 2012 mostra o que está por vir: um acadêmico lidera um grupo de pessoas para combater os eventos apocalípticos que foram previstos pelo antigo calendário Maia. Muitos já se preparavam para o episódio comprando antecipadamente o passaporte para embarcar no meio de transporte eficiente - uma espécie de Arca de Noé dos tempos modernos, construído pelos chineses para continuarem vivos e enfrentarem todas as conseqüências catastróficas desse momento. Lamentavelmente não teria espaço para tanta gente assim, então seria um numero seleto de milionários para continuarem vivos. Pobre não teria vez.

Canoa furada. A sobrevivência sem outro tipo de vida não vingaria, não duraria muito.

2012 não se tornará um filme guardado na prateleira dos clássicos, mas dos emblemáticos, já que o roteirista foi inteligente escolhendo um assunto atual. Otimismo faz parte, e, sem dúvida, o ano de 2012 chegará, assim como 2013, 2014, 2015...e outras gerações o assistirão, talvez como thriller, ou suspense, comédia ou até mesmo ficção, só não há medida certa das conseqüências.

O ponto culminante foi uma das ótimas sacadas do diretor, ou melhor, a queda dos pontos turísticos de algumas cidades,  seu desfecho, mostrando que não ficará pedra sobre pedra, A estátua da liberdade, a torre Eiffel, O Cristo Redentor etc nem um bem material acumulado na terra.

No dia seguinte de seu lançamento no Brasil, a cena da queda do ponto turístico Cristo Redentor destruída por um mega-tsunami deu o que falar. E o blábláblá continua...

É ruim, mas é bom. Não deixe de conferir!

Karenina Rostov
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2012 (2012)
Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Danny Glover, Thandie Newton, Oliver Platt, Amanda Peet, Tom McCarthy, Chin Han, Woody Harrelson.

Direção: Roland Emmerich

segunda-feira, 29 de março de 2010

Curiosidades, Simbolos, Novos Ventos

A menor orquídea do mundo

Tem apenas 2,1 milímetros de largura e pétalas transparentes.
 
O pesquisador norte-americano Lou Jost encontrou a planta por acidente, em meio às raízes de um vegetal maior que ele coletou na região de Cerro Candelaria, no leste dos Andes. 'Vi aquela plantinha, e concluí que ela era mais interessante do que a orquídea maior', conta.

'As pessoas pensam que tudo já foi descoberto, mas ainda há muito mais', conclui o pesquisador.
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Meu amigo e eu após leitura de Cruz e Sousa

Eu a procuro nas celestes regiões distantes,
Um escuro e fundo melancólico da esfera,
Nos caminhos da eterna primavera
Invocação do amor, eis as estrelas palpitantes.
Como e porque esses mistérios andarão errantes,
E porque essas almas em busca de quimera,

Bem longe, as estrelas nessa paz austera
Estão soluçando nos altos céus radiantes.
Rara jóia nessas finas flores de pérolas e prata,
Nessas estrelas serenas se desata as ilusões insanas.
Ah! quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Levem até nós os ais perdidos das primitivas legiões humanas?!
Cruz e Sousa e ZZNada

As estrelas

Jóia rara eu também procuro
Os ais perdem-se nas primitivas ilusões
Serenas invocações de amor palpitante
Errantes e misteriosos são os caminhos da quimera...

Radiantes estrelas soluçam nos altos céus
Ouro e prata caem de uma funda e melancólica esfera
Bem longe, finas flores nos caminhos da
Eterna primavera transmitindo uma paz austera
Rara busca insana, mas serena
Tempos esquecidos aonde nos levarão?
Os mistérios, quem sabe, essas almas desvendarão....
Cruz e Sousa e Karenina

sábado, 27 de março de 2010

Hamelin - A vida segue o seu curso

Para sair do marasmo ou da mesmice, tentando colocar a vida nos eixos novamente, mergulhar no mundo da dramaturgia e dialogar com coisas prazerosas que tem aos montes, sem precisar procurar muito.

O texto Hamelin é do premiado autor espanhol Juan Mayorga, no palco nada de cenário ou iluminação; e o público dialogando mentalmente com seis atores.  O tema é atual: pedofilia. Um juiz que tenta provar que um renomado cidadão está abusando sexualmnte de uma criança. O texto é dividido em Atos, e entre um diálogo e outro a presença de um Comentador / Narrador.  Gostei desse modelo.

"Hamelin convida cada um para uma reflexão, sobre a formação e a deformação da linguagem. Revela como é difícl encontrar a verdade quando a única prova que se tem são as palavras de um menino."

Com Vladimir Brichta, Alexandre Dantas, André Mello, Claudia Ventura, Oscar Saraiva, Patrícia Simões.

Vale conferir.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Propaganda Política Internacional

"Dizem que isso não foi uma resposta, foi um show... Leiam!"





SHOW DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRO NOS ESTADOS UNIDOS

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
Cristovam Buarque

* Esta matéria não foi publicada por razões obvias.
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Versus

O babado atual:  Que tal a NACIONALIZAÇÃO dos royalties do petróleo na camada do pré-sal  ? O Brasil sai ganhando.

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