domingo, 8 de novembro de 2009

Kill Bill - Don' t Let Me Be Misunderstood



Eu duvidava da genialidade de Quentin Tarantino, até que, finalmente ele me brindou com uma das cenas mais formidáveis da história do cinema. É a da luta na neve em -  Kill Bill - Vol. 1 - ao som Understood Mix - de Santa Esmeralda.
Dança com Lobas... Ficou show! Amei!!!



http://www.youtube.com/watch?v=KMbk6apcO0M

sábado, 7 de novembro de 2009

O Cinema Nacional Agradece


Anselmo Duarte,

Se você teve que partir é porque a sua missão aqui na Terra já foi cumprida. Boa passagem.

*****

“Anselmo Duarte Bento começou no cinema aos 10 anos de idade como molhador de tela, que era a pessoa que, no tempo do cinema mudo, jogava água nos rolos de filmes atrás das telas para evitar incêndio em conseqüência da localização e do alto aquecimento dos projetores. Na infância, ele queria ser projecionista, como o irmão Alfredo. Essa experiência foi usada em um dos filmes de Duarte, "O Crime do Zé Bigorna", ambientado em 1928. Nele, enquanto Charles Chaplin aparecia nas telas, Lima Duarte e Stênio Garcia a molhavam.


Seu primeiro trabalho como ator foi no filme inacabado de Orson Welles "It's all true" (1942). Duarte foi um galã do cinema brasileiro nos anos 1940 e 50, estrelando obras na Cinédia, na Atlântida e na Vera Cruz. Seu primeiro trabalho como diretor, "Absolutamente Certo" (1957), era uma comédia, como aquelas que lhe deram fama como ator.

Em 1962, lançou "O Pagador de Promessas", o único filme brasileiro a receber o maior prêmio mundial do cinema, a Palma de Ouro no Festival de Cannes. No Festival Anselmo venceu consagrados cineastas como Luis Buñuel ("O anjo exterminador"), Michelangelo Antonioni ("O eclipse") e Robert Bresson ("O julgamento de Joana d'Arc").

Como ator, um de seus filmes preferidos é "Sinhá Moça" (1953), de Tom Payne. No filme Anselmo contracena com Eliane Lopes numa história que se passa no século 19. Uma jovem se apaixona por um advogado e vive um grande drama de amor numa época em que as idéias abolicionistas ganhavam força e eram violentamente combatidas. O filme, uma produção da Vera Cruz, ganhou o Prêmio Especial do Júri, em Veneza.”


Fonte: Jornal do Brasil

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

As Cartas Ridículas de Todos Nós


Todas as cartas de amor são ridículas

Todas as cartas de amor são ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,

Ridículas. As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas. Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas. A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Fernando Pessoa - Álvaro de Campos

Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 399.
*****

Quem nunca escreveu uma carta de amor que atire a primeira pedra. Todos somos um pouco ridículos por causa dessa pieguice. Alguns não se contentando em escrevê-las, ainda dão um banho de perfume. E as cartas de amor ficam ridículas ao quadrado.

Cartas de amor nada mais são que expressões de sentimentos, o querer mais que bem querer... e quando tudo acaba, vem a dor, a tristeza a solidão...

O vazio ocupa o espaço que um dia pertenceu ao amor. E tudo o que foi escrito e dito um dia nas cartas de amor relembrando depois é simplesmente ridículo. Amor é muito mais que magia. Amar é ser ridículo. Sou uma ridícula assumida.
Karenina Rostov

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Balada do Soldado

A Balada do Soldado - (Ballada o soldate, União Soviética, 1959)

O termo balada durante a Idade Média era usado para descrever um tipo de poema lírico de origem coreográfica, inicialmente cantado e mais tarde destinado apenas à declamação. A partir do século XIV, poema de forma fixa, composto por três estrofes seguida de uma meia estrofe de encerramento. Desde o final do século XVIII, pequeno poema narrativo, composto por estrofe que relatam, quase sempre de uma maneira fantástica uma tradição histórica ou uma lenda. Na Alemanha Bürger, Goethe, Schiller e Uhiand foram os mestres do gênero, enquanto na Itália, L. Carer, G. Prati, Carducci a empregaram para abordar temas patrióticos. Explicação básica para que se possa entender a narrativa do filme A Balada do Soldado, e uma vaga lembrança de uma obra musical em movimento. São dois pra lá, dois pra cá.

A Balada do Soldado é um filme soviético dirigido pelo diretor ucraniano Grigori Chukhraj, com qualidades narrativas líricas e dramáticas, suavemente remetendo ao poema denominado balada, contando feitos patrióticos. Alyosha um jovem soldado que é recrutado para combater no front durante a Segunda Guerra Mundial. Seu parceiro morre, e sendo caçado por quatro tanques nazistas, consegue destruir dois na mais pura sorte. Ele recebe uma condecoração, mas a troca por uma semana de licença para visitar sua mãe e consertar seu telhado. Só que o caminho de volta é longo e, sem um meio de transporte definido, ele vai de comboio em comboio, vendo as diversas facetas da sociedade e as mazelas da guerra.


Alyosha é um herói de nosso tempo. Capaz de representar simbolicamente toda e qualquer sociedade mundial, através de seus atos de bravura, patriotismo e todos os seus outros feitos são notáveis representando através de coragem, generosidade e solidariedade.

O filme começa e termina com o retrato da “mãe coragem” despedindo-se, com lágrimas, do destemido filho que tanto ama e se orgulha.


Quem gosta de despedida? Ela certamente que não, já que lhe lembra algo familiar, ou melhor, que o seu esposo também fora à guerra e não retornou.

A valentia de Alyosha é infinita. Sozinho no campo de batalha enfrenta tanques, armas, inimigos; contudo, tem seu reconhecimento merecido pelo seu Superior que o condecora pelo seu feito heróico. E o jovem soldado o enfrenta com palavras destemidas pedindo-lhe que trocasse o prêmio por uns dias para ir visitar a sua mãe e poder consertar o telhado de sua casa. Era o seu dia de sorte! Claro que conseguiu uns sete dias: quatro para ir e voltar e três para ficar na companhia dela. E a balada do jovem soldado pacifista apenas se inicia.

Pacifista sim, pelo seu gesto de bondade em primeiro lugar. Perdeu o trem porque ficou tomando conta da bagagem de alguém que foi telefonar. Consolar a pessoa dispensada da guerra porque se tornou um inútil e já não tem mais serventia; talvez achasse que perdeu a dignidade e temia a  rejeição da própria família. Encorajá-lo não foi tarefa difícil para o generoso soldado. Atitudes nobres e sinceras encerram cada ponto de virada da narrativa.

Há males que vêm para o bem. Perdeu-se tempo precioso durante toda a viagem de ida por justas causas.

Perdas e ganhos. O bravo soldado encontrou o Amor. Durante a sua viagem encontrou Shura, uma linda jovem que, por receio do ainda desconhecido, lhe mentiu que estava viajando para se encontrar com o noivo. A viagem parecia não ter fim. Tantos acontecimentos inesperados vão somando na aventura agora do casal que aos poucos começa a se entender.


O soldado Alyosha prometeu visitar a esposa de um amigo e levar um presente. Em uma das paradas do comboio, não deixa de cumprir a tal missão. Conhece a mulher do colega numa hora, digamos, imprópria, pegando-a em um momento que não esperava receber visitas, principalmente vindo da parte do marido que estava na guerra, ela, pois, estava em outra visita íntima. Mesa feita, cama desfeita...

Interessante a atitude do bravo, destemido e solidário herói nessa situação que se vê pego numa saia justa. O que deve ser pior em tempos de guerra? Talvez o crime maior ainda seja a traição. Trair a confiança de alguém ainda é a pior forma de matar. Armas em punho para se defender ou se morrer é justo. Pior que a dor física deve ser mesmo a espiritual. O soldado já sabia disso.

O adultério e a infidelidade são atos (in)questionáveis e / ou  (im)perdoáveis?

Pela atitude do jovem soldado conclui-se que é um crime que ele não perdoaria. Ele chega a entregar o presente do colega à esposa. Mas já na rua, decide voltar para a casa dela e pegar de volta. A mulher entende esse ato e pede-lhe que não comente o fato com o marido. Alyosha acaba dando esse presente para outra pessoa parente de alguém que está na guerra. Às vezes é necessário mentir.

Shura e Alyosha se despedem. Cada um segue o seu caminho.

E quando ele chega na aldeia para encontrar a sua querida mãe, já é hora de voltar. Ela tem intuição e certeza que seria a última vez que veria seu amado filho. O dever o chama. Ele tem consciência de sua responsabilidade de que no momento é consertar muitos outros telhados em piores estados para salvar a pátria do desabamento.

Um filme  que cumpriu muito bem o seu papel.
Karenina Rostov

Direção: Grigori Chukhraj

Roteiro: Grigori Chukhrai, Valentin Ezhov
Gênero: Drama/Guerra/Romance
Origem: União Soviética
Duração: 89 minutos
Tipo: Longa-metragem
Tipo: Longa-metragem / P&B

Elenco:
Vladimir Ivashov
V. Markova
Yevgeni Teterin
Aleksandr Kuznetsov
Elza Lezhdey
Yevgeni Urbansky
Nikolai Kryuchkov
Nikolai Kryuchkov
Antonina Maksimova
Zhanna Prokhorenko
Vladimir Pokrovsky

Sinopse

Em plena Segunda Guerra, um soldado, depois de ter destruído heroicamente dois tanques inimigos, consegue uma licença para retornar à sua terra para reencontrar a mãe. Mas a viagem, basicamente de trem, passando por várias aventuras, inclui o encontro com uma jovem por quem se apaixona.

sábado, 31 de outubro de 2009

Recicle-se!

A reciclagem de lixo não só ajuda a proteger o meio ambiente, mas também ensina cada um de nós a refletir um pouco sobre o valor daquilo que se joga fora.

A palavra reciclagem difundiu-se na mídia a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de lixo e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).

Para conseguirmos preservar o meio ambiente, é preciso reciclar.

Se cada um fizer a sua parte, através da educação, da conscientização ambiental e da pratica da coleta seletiva, a reciclagem se tornará completa e excelente, auxiliando de maneira eficiente na preservação dos recursos naturais.

4. O símbolo da Reciclagem
Três setas compõem o símbolo da reciclagem.
Cada uma representa um grupo de pessoas que são indispensáveis para garantir que a reciclagem ocorra.

1ª seta => Indústria de transformação
2ª seta => Consumidores
3ª seta => Representa a Empresa que coleta os produtos recicláveis e, através do mercado, vende a matéria-prima à indústria de transformação.

Saiba de alguns detalhes importantes que podem fazer, você, ajudar nesta preservação.

1. A decomposição dos Resíduos:

- PAPEL -  3 A 6 MESES
- JORNAL -  6 MESES
- PALETT DE MADEIRA -  6 MESES
- TOCO DE CIGARRO - 20 MESES
- NYLON - + DE 30 ANOS
- LATA E COPOS DE PLÁSTICO -  50 ANOS
- LATA DE AÇO - 10 ANOS
- TAMPAS DE GARRAFA -  150 ANOS
- ISOPOR - 8 ANOS
- PLÁSTICO - 100 ANOS
- GARRAFA PLÁSTICA -  400 ANOS
- PNEUS - 600 ANOS
- VIDRO 4000 ANOS

Fonte: CEMPRE

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Função Apelativa

Função Apelativa também chamada de Conativa é a utilizada nos anúncios e propagandas em geral para se vender um produto. Exemplo: Babe Cola Caco -  Décio Pignatari.
É facilmente reconhecida pelo verbo ao imperativo, velado ou explicito com a intenção de sugerir, pedir, persuadir, convencer...

Então venho aqui vender o meu peixinho!

Gostaria de sugerir alguns atos diários que contribuem para tornar o mundo melhor.



1 – Procurar ser amigo sincero e verdadeiro;
2- Desejar o melhor ao próximo;
3- Ser solidário;
4- Dar o melhor de si para a família e no trabalho;
5- Ser contra a violência;
6- Não ser preconceituoso;
7- Cuidar da natureza;
8- Plantar árvores;
9- Escrever livros;
10- Saber ouvir;
11- Trocar o carro por uma bicicleta;
12- Pedir perdão;
13- Evitar os palavrões;
14 - Doar sangue;
15 - Doar órgãos;
16- Cuidar dos animais;
17- Cuidar das crianças;
18– Cuidar do seu coração;
19- Amar mais;
20- E acima de tudo amar-se!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Domínio Público


O Sonho do Planeta Terra....

E a TERRA continua sonhando... pelo bem de todos e felicidade geral do Mundo, espero que não se transforme em pesadelo...

Este vídeo muito já conhecem. O nosso Planeta continua pedindo socorro. E o que fazer? Vou novamente lembrar dizendo que cada um tem mais que OBRIGAÇÃO de fazer a coisa certa, e que não é favor, sendo útil, fazendo o mínimo sem nenhum custo, perdas ou danos materias para o bolso. Desculpem o tom, mas só falando assim!

Vale lembrar que as ações individuais são as mais eficazes do que as coletivas, principalmente se se depender dos nossos governantes (infelizmente), porque o retorno é rápido e certo. A união faz a força e um por todos e assim seremos todos por um. Venceremos a batalha do caos que teima em querer derrotar essa luta diária, trabalho solitário de andorinha... que uma só não faz, VERÃO! :D

Fica o registro e a surpresa agradável dizendo ter ultrapassado os 20 mil acessos.
K. R.

Pausa para o Café

Café é o néctar dos deuses. Não sou ninguém sem essa bebida. Tomo várias xícaras durante o dia, deixa-me excitada (Uau! :D isso no sentido de 'energizada') . É delicioso de qualquer jeito: puro, com leite, com pão, cappuccino, amargo, com creme, não tem jeito: EU GOSTO!

Um point no Rio de Janeiro para se tomar um bom e delicioso café e no MAM - Museu de Arte Contemporânea. Lá tem um cantinho romântico, gostoso para se passear e para se namorar.

Beba café e me chame. O preto que satistaz! Amo!

Descobri recentemente que o Café ajuda contra várias doenças, principalmente para doenças do fígado, como a hepatite C. E como fugir de qualquer doença é um mal necessário, beba café.

Karenina Rostov

E por falar nisso, andei pesquisando a história dessa bebida e descobri coisas bem interessantes, tais como:

Há cerca de trezentos anos, o café tem sido uma bebida popular em todo o mundo civilizado, mas pouco se sabe sobre a maneira exata como foi descoberto.

Talvez você tenha ouvido algumas lendas antigas sobre cabras pastando nas montanhas, comendo os frutos do cafeeiro, e em seguida dando cabriolas devido às propriedades estimulantes do café.

Existem outras narrativas que falam sobre um fanático religioso expulso de Moca que se refugiou nas montanhas da Arábia. Ele provou alguns frutos estranhos que cresciam num arbusto. Como eram amargos, ele tentou melhorar o sabor tostando-os sobre o fogo. Isso os tornou quebradiços, e ele tentou amolecê-los na água, e quando a água na qual os grãos estavam imersos se tornou marrom, este Sr. Omar (pois este era o seu nome) bebeu e descobriu como aquilo era bom e revigorante. Isso foi lá pelos idos do século treze. Muito antes disso o café crescia à vontade na Abissínia.

O café, até o final do século dezessete, vinha totalmente da Arábia e era conhecido como Moca, o nome da cidade de sua origem.

Suave estimulante

Os estimulantes são substâncias que excitam os nervos e alguns órgãos do corpo. Os nervos estimulados enviam mensagens ao cérebro e dele para outras partes, com muita rapidez. Isso faz a pessoa agir e pensar de maneira mais alerta e animada.

O café (como o chá) contém cafeína que eleva a pressão sanguínea e age como um leve estimulante. Uma ou duas xícaras diárias de café provavelmente é algo inofensivo para a maioria das pessoas. Porém algumas pessoas acham que beber café antes de ir para a cama pode causar insônia.

Os médicos às vezes aconselham determinados pacientes a se absterem completamente de café, ou a beberem um café descafeinado.

domingo, 25 de outubro de 2009

Primaverize-se AGORA!

Certa vez eu disse que havia uma texto muito bonito falando de boas novas, e assim que o encontrasse, traria para cá, para que mais alguém pudesse saborear.

Eis o texto. Só há um porém: eu atribuí autoria a uma certa pessoa como, de fato, constava, agora me parece que o autor é desconhecido. Enfim, pesquisarei um pouco mais e daqui a pouco eu volto para acrescentar essa informação.

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Primaverize-se!
“É como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha e tudo quanto ele faz será bem-sucedido” Sl. 1:3
Em frente ao prédio da Justiça Federal, aqui em Goiânia, existe uma árvore com quase 30 metros de altura, é um pé de mogno. Ano passado, nesta época, após uma forte ventania, caíram todas as folhas desta bela árvore, ficando somente os galhos secos. A rua parecia um tapete de folhas, uma obra de arte da natureza. Em questão de dias, após uma rápida chuva, lá estava a árvore dando sinais de vida e, novamente verde, transmitindo beleza em cada folha.
Você já observou o poder de restauração existente na natureza? Todo ano, ouvimos notícias sobre grandes extensões de matas que sofrem com as queimadas e, no ano seguinte, lá está a natureza toda recomposta, como por um milagre da criação. Atualmente, vivemos o início da primavera, tempo em que caprichosamente a vida ressurge dos galhos secos. Primavera é tempo de renovação da esperança, após um período de perdas e desgastes, o inverno termina e a possibilidade de um recomeço se estabelece com a chegada de uma nova temporada. A primavera é conhecida como a temporada das flores, dos perfumes, da beleza, que se manifesta em pequenos detalhes providenciados pelo Criador. As flores trazem em si, além da beleza e do perfume, a possibilidade da preservação, da insistência de um Deus que acredita naquilo que idealizou e realizou. A floração inicia o processo que culminará com a vinda dos frutos. Só haverá frutos se houver flores. Os frutos, além de constituírem alimento e provisão, também declaram que haverá um amanhã. As sementes contidas nos frutos provam que Deus não desiste da sua criação e que através dela continua renovando seu objetivo de tornar este mundo melhor.
Talvez você tenha sofrido muito neste último inverno. Os vendavais de problemas podem ter arrancado coisas aparentemente insubstituíveis em sua vida. A solidão e o frio provocados pelo inverno da alma revelam perdas difíceis de serem absorvidas. Além disso, as queimadas provocadas por pessoas que tentam nos destruir ou por relacionamentos que geram atritos, ocasionam faíscas que acabam por devastar grandes extensões da família, permitindo que os sonhos se transformem em folhas secas que o vento leva e o fogo queima... Eu e você fazemos parte da criação de Deus, somos natureza. Por esta razão, existe em nós a capacidade contida em toda obra prima das mãos do Pai, o poder restaurador do Criador, há esperança...
A boa notícia é que a primavera está chegando. Permita que Deus faça tudo novo de novo. A Palavra de Deus nos diz que aqueles que confiam sua vida aos cuidados do Pai, entregando o controle nas mãos de Jesus Cristo e seguindo seus ensinamentos, contidos na Bíblia Sagrada, serão como árvores plantadas às margens das águas, ou seja, junto ao Rio da Vida – Jesus. No devido tempo darão frutos, não havendo folhagens irrecuperáveis, tudo que fizerem prosperará. A primavera está chegando, primaverize seu coração, sua família, sua profissão, seus sonhos e relacionamentos. Tudo o que Deus faz é bom. Foi Ele quem inventou a possibilidade de um recomeço. Deus decidiu que após o inverno vem a primavera, e com ela, a certeza de que Ele está no controle do universo e, a nós, só nos cabe permitir que Ele seja nosso Senhor e Salvador. Então, primaverize-se já!
“Porque há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus frutos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como a planta nova” Jó 14: 7 a 9

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Folhetim


Eugênio Oniêguin é a obra central de Alexandre Puchkin. E Puchkin é o primeiro nome que me vem à memória ao pensar na cultura russa. Este romance revoluciona toda a tradição artística do gênero, que era enquadrado no esquema de enredos aventureiros, e o sentido da poesia que pairava “além da realidade cotidiana”, numa alienação do homem de sua natureza original.
Eugênio Oniêguin é o diálogo mais pleno do poeta com o leitor sobre suas experiências lírica, sociais e vivenciais. É o que nos diz ele na estrofe introdutória:

“Gostaria de apresentar-te uma prova mais digna de ti, mais digna de uma alma elevada, de um sonho sagrado que se tornou realidade, de uma poesia viva e cristalina, de pensamentos altos e de muita singeleza. E que seja assim: com mão zelosa recebe esta coletânea de capítulos de conteúdo multicolorido, ora divertidos, ora tristes, próprios de gente simples, repletos de puros ideais. São frutos espontâneos de meus lazeres, de minhas insônias, de minhas leves inspirações, são frutos de anos imaturos e anos superados, são frutos de observações frias do espírito e de conclusões amargas do coração.”

Puchkin escreveu Eugênio Oniêguin durante mais de sete anos.

Desde o início da criação do romance o poeta estava empolgado com suas idéias, como ele próprio revela em cartas aos amigos.

Numa das cartas ao seu amigo íntimo Delvig, por exemplo, Puchkin confessa: “Escrevo um poema novo em que me liberto totalmente”.

E os capítulos de Eugênio Oniêguin se publicam de um modo surpreendente e muito esperado pelo impaciente leitor.

Dá gosto de ler a poesia de Puchkin. Depois conto um pouco mais dessa formidável história.
*****

domingo, 18 de outubro de 2009

Agora é Lei

AGORA É LEI

A partir de terça-feira, 22/09/2009, os estudantes do ensino fundamental das escolas da rede pública e particular de todo o país deverão executar, ao menos uma vez por semana, o Hino Nacional.
A determinação é da lei que acaba de ser sancionada pelo vice-presidente José Alencar e que passa a valer a partir dessa data, quando a sanção será publicada no Diário Oficial. A nova lei altera a de nº 5.700/1971, que estabelece regras para o uso de símbolos nacionais.

Como se deve cantar o Hino Nacional Segundo a lei № 5.700 deve-se ficar de pé e em silêncio.

Fonte: Revista Super Interessante Junho/2009, Edicao 266, - Pág. 44


HINO NACIONAL BRASILEIRO

Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

Atualizado ortograficamente em conformidade com Lei nº 5.765 de 1971, e comart.3º da Convenção Ortográfica celebrada entre Brasil e Portugal. em 29.12.1943.
Fonte: site da Presidência da República

Mesmo não existindo mais a disciplina Educação Moral e Cívica, não deixamos de executar o Hino Nacional, principlamente nas ocasiões de apresentação de projetos e formaturas.

E qual é a sua opinião sobre a obrigatoriedade da execução do Hino Nacional nas escolas?
Participe.

sábado, 17 de outubro de 2009

Um Mundo sem Fronteiras

Você sem Fronteiras.

Certamente já ouviu esta frase em algum lugar, não?

É de uma telefonia móvel, se me pagarem faço propaganda aqui. Lembrei-me dela porque faz oposição a uma outra que tornou-se um bordão atual. "Cada um no seu quadrado". Desculpem-me, mas acho esta última bastante infeliz e quem a criou está redondamente enganado.

O mundo já tem cerca demais de arame farpado. E um assunto leva a outro: ARAME FARPADO, só do ótimo conjunto musical da minha terra, que nem sei se ainda existe.

Mas voltando as frases VOCÊ SEM FRONTEIRAS ou CADA UM NO SEU QUADRADO: qual seria a sua preferida?

Resolvi perguntar a essas pessoas aqui:
Sabe o que elas me responderam? Como desejariam estar fora daí, e conhecer outros espaços, não importa se círculo, losango, retângulo, triângulo etc, pois se cansaram, não só de estarem acompanhados desses que se tornaram seus amigos, como também de ver o sol nascer apenas quadrado com listras. Querem muito mais que a liberdade antes que tardia.

Um mundo sem fronteiras, SEMPRE, é o meu desejo. Talvez apenas um passaporte seja necessário para que se guarde boas lembranças do povo que se conheceu e dos lugares que se visitou. Um governo não temer um outro, ou alguém que vem de longe nos visitar trazendo na bagagem a discórdia, mas sim trazendo flores.

E a frase que uma vez o mundo gritou: MAKE LOVE, NOT WAR não esteja encarcerada nas leis que imperam e acorrentam mentes. Ultrapassada sim, porém, Ela deve estar bem viva.
Karenina
Obs.: A propaganda da telefonia não foi autorizada mesmo, nem se pode assistir ao vídeo sem um convite. Vai se entender...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ao Mestre, com Carinho!


O material escolar mais barato que existe na praça é o professor! (Jô Soares) =====================================================
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude. Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.
(Fonte: Revista do Professor de Matemática, n° 36, 1998.)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Colecionadora de bobagens!






"De médico, poeta e de louco, todos temos um pouco”

A minha loucura é colecionar os ingressos de cinema.
Mania gostosa
Como dizem, válvula de escape
Apenas uma esquisitice
Uma terapia boba
Um gosto pessoal
Uma brincadeira
Um costume ou um vício?
Falta do que fazer.
Sou curiosa: conte-me a sua.

Encontrei o Making off do Festival do Rio 2001. Matem a saudade!http://www.youtube.com/watch?v=36BPHP0IWfs















terça-feira, 13 de outubro de 2009

Clepsidra


Todos falam e se preocupam com o tempo, obviamente, porque um dia não estaremos mais aqui.

Pois é:

O tempo é um santo remédio.
Ele tudo cura
Até um amor que não perdura.

Faça o seu tempo render
Faça escolhas que te darão
Momentos felizes futuramente
Ao pensar nelas
Nostalgia e bons momentos de saudade.

O tempo não volta jamais
Somente vagas lembranças na mente
Não se pode perdê-lo de vista
Só na ficção, como no filme CLICK,
Pode-se congelar, recuar ou o retroceder.

Então,
Aproveite bem cada minuto
Cada segundo
Decida-se pra ontem
Sonhe, sonhe muito
E realize alguns deles
Enquanto há tempo.

O tempo agora me pertence
É todo o meu pensamento
Ele não para jamais
É louco, é calmo, é tranquilo

Gosto do tempo presente
O passado tornou-se o meu museu
O futuro a DEUS pertence

Quando não se ama mais se diz:
“Me dá um tempo?”

O tempo foge
Espera, volta
É miragem
É muito
É pouco
Passa rápido
Tempo bonito, feio...

Companheiro
Passageiro
Meu tempo vale ouro!

Clepsidra, ampulheta, relógio
Sol, lua
Independe da vida, do momento
Saiba aproveitar o seu tempo
Ele voa,
Envelhecemos
Morremos.

Meu tempo é agora.
Eunice Bernal

*****
O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mario Quintana

*****
Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinícius de Moraes

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência

A Marcha

A Marcha Mundial começará na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante estes 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra. Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e do deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de diversas nacionalidades fará o percurso completo.

Por quê?

Porque a fome no mundo pode ser resolvida com 10% do que se gasta em armamento. Podemos imaginar como seria, se 30 ou 50% fossem destinados para melhorar a vida das pessoas, em vez de serem aplicados em destruição?

Porque eliminar as guerras e a violência significa sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie. Porque nos acompanha nessa inspiração a força das vozes de tantas gerações anteriores que sofreram as conseqüências das guerras e cujo eco continua se escutando hoje em todos os lugares onde continuam deixando seu fúnebre rastro de mortos, desaparecidos, inválidos, refugiados e deslocados.

Porque um “mundo sem guerras” é uma proposta que abre o futuro e deseja se concretizar em cada canto do planeta, onde o diálogo vá substituindo a violência.

É chegado o momento de fazer ouvir a voz dos sem-voz! Milhões de seres humanos pedem por necessidade que se acabe com as guerras e a violência.

Podemos conseguir isso, unindo todas as forças do pacifismo e da não-violência ativa do mundo.

Eu Apoio!

domingo, 11 de outubro de 2009

Rio, um Momento Mágico do Festival

Darbareye Elly (About Elly) – 2009.


Sinopse


Após anos a viver na Alemanha, Ahmad está de volta ao Irã. Três dos seus antigos colegas de universidade decidem organizar três dias de férias. Uma das mulheres do grupo, a alegre Sepideh, fica encarregada dos preparativos e convida Elly, a professora da escola de enfermagem da sua filha.

Ahmad, saído recentemente de um casamento infeliz, gostava de assentar com uma mulher iraniana. Sabendo disto, os amigos gradualmente se apercebem porque Sepideh convidou Elly. Esta passa a ser o centro das atenções e cada um procura realçar as suas melhores qualidades.

No segundo dia, quando tudo parece correr como planejado, um incidente conduz ao desaparecimento de Elly. Leão de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim 2009.

Origem: Irã
Duração: 119 minutos
Tipo: Longa-metragem
Realizador: Asghar Farhadi
Gênero: Romance / Drama
Argumento e Roteiro: Asghar Farhadi
Director de Fotografia: Hossein Jafarian
Montagem: Hayedeh Safiyari
Produção: Asghar Farhadi
Música: Andrea Bauer
País de Produção: Irã
Ano de Produção: 2009
Duração: 119’
Língua Original: Persa

À Procura de Elly

Depois da ressaca do Festival de Cinema do Rio 2009, voltamos à nossa programação normal, não menos sem comentar um filme que me chamou a atenção e que merece ser citado para não cair no esquecimento. É o longa iraniano - Darbareye Elly / About Elly - dirigido por Asghar Farhadi.


A história toda gira em torno de mentiras. Não era para ser, mas uma mentira acoberta outra, para não ser descoberta; torna-se uma bola de neve, e dificilmente se sai dessa enrascada bem. Às vezes ela não tem limites; às vezes ela parece sincera. Mentiras enganam, destroem. Quem mente sempre fica numa situação constrangedora, e quando descoberto, vive-se angustiado. E uma mentira leva a outra exatamente pelo fato de ocultar a anterior pela vergonha e passa-se a medir as palavras e se policiar para não se trair, e uma sensação ruim vai ocupando espaço e tempo; vive-se tenso, preocupado, irritado...

Elly é uma jovem professora que foi convidada pela mãe de uma de suas alunas para uma viagem de três dias com um grupo de amigos a fim de comemorar a volta de Ahmad da Alemanha; ele que acabou de se separar de sua esposa e retorna ao Irã.

Elly hesitou, porém, acabou cedendo e aceitando, por insistência, fazer essa viagem com o grupo. A vida de Elly para o grupo de amigos era um mistério. Sepideh, que a convidou a conhecia vagamente, mas não sabia nem ao menos o seu nome completo.

Sepideh queria era mais juntar o casal Elly e Ahmad (o recém-separado). Só que ninguém sabia que Elly era noiva há seis anos, e que não suportava o noivo, mas não terminava a relação por pressão dele que a ameaçava se ela o abandonasse. Alguns do grupo teria que ir à cidade para fazer compras e deixaram três crianças sob a responsabilidade de Elly. Uma delas se afoga no mar, e nesse instante, pelo desespero de todos na tentativa de salvar a criança, não se dão conta de que a professora também desapareceu. Ninguém sabe o que aconteceu. Se ela foi embora, porque de fato não estava se sentindo à vontade com o grupo que fazia brincadeira sobre formar um novo casal, se ela havia se arrependido e que teria ido embora, ou se teria se afogado na tentativa de salvar a criança do afogamento.

Sepideh que a convidou, estava se sentindo culpada. Ela confessou que Elly resolveu ir embora. Mas naquele momento não se sabia se ela decidiu de fato ir, ou se estava no mar na tentativa de resgatar o garoto, ou se teria saído para telefonar. Encontraram a mala e todos os objetos dela, daí concluíram que ela não poderia ter partido. Só que para complicar, Sepideh confessou que escondeu a mala da amiga para que ela não partisse. Encontram o celular dela e descobriram a sua última ligação. Era para um rapaz, e o grupo pensa que era o irmão, mas na verdade era o noivo, enfim, daí começa a construção de mentiras infindáveis, e só em pensar em contar, cansa.

Para o expectador, fica subentendido que ela partiu. O grupo aciona a policia local, que a busca em alto mar, mas nada encontra.

No dia seguinte, o rapaz que se pensava ser o irmão, mas que era o noivo da professora, vai ao local, e as mentiras são combinadas pelo grupo para passar a ele. Ninguém do grupo sabia nada da desaparecida, nem ao menos o nome dela. Elly era apenas um apelido e era filha única. Conta para o noivo que ela se acidentou e está em coma no hospital (mentira!).

No dia seguinte a guarda marinha encontra um corpo e o grupo é chamado para o reconhecimento. O desfecho é trágico. Você pode concluir.

Uma mentira, por mais inocente que pareça, é sempre demais perigosa. Quem nunca mentiu, que atire a primeira pedra.

Karenina Rostov

http://www.youtube.com/watch?v=PuJhq56lLlU

E para ilustrar, um poema que fala a verdade da mentira.

A Implosão da Mentira

Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.


Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases
falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil
e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.

Affonso Romano de Sant’Anna

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O que me deixa emocionada sempre

Desenho do prof. Marcelo para o Jornal A GENTE DO 432
***
S.O.S. Educação!

Às vezes um gesto inesperado me emociona e me tira do sério. Por mais simples que possa parecer, para mim tem um valor inestimável.

Pode ser um sorriso, uma palavra de carinho, um ato de solidariedade, um pequeno agrado, um desenho como este que me foi dado ontem por uma aluna do 6o. ano, é o que me dá uma ânsia maior de viver e procurar fazer sempre o melhor, dar o melhor de mim, nos doar e aperfeiçoar em tudo aquilo que fazemos e fazemos com amor.

E concluo que nem tudo está perdido... Ainda é possível salvar a Educação que se encontra no CTI, e cada um fazendo um pouquinho que seja, faremos a melhor leitura do mundo como nos ensina o mestre Paulo Freire.

domingo, 4 de outubro de 2009

Comidinhas para depois do AMOR

Do Poetinha Vinícius que amo porque é carinhoso chamá-lo assim...
Essa receita é dele. Cada um deve ter a sua: única, exclusiva, original, pessoal e intransferível.

Sou Vi(Ni)ciada de Moraes.

*****
Para Viver Um Grande Amor

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Vinícius de Moraes


http://www.youtube.com/watch?v=S6s8QjLwQM0&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=lJGA38IPXY8&feature=related

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Salve Geral

O filme brasileiro de Sergio Rezende candidato ao OSCARito 2010 saindo do forno. Depois de Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite, sempre vale a pena prestigiar o nosso cinema.

Eis um trecho do diretor.