Pamonha (2)
Vem aí o I Congresso Internacional de Estudos Orientais e Eslavos da UFRJ - VI Encontro de Letras Orientais e Eslavas Sob o tema: "Revoltas, Revoluções, Transformações" que acontecerá na Faculdade de Letras - UFRJ, de 24 a 27 de outubro de 2011.
Convidaram-me para apresentação de um trabalho nesse evento, mas ainda estou pensando se devo ou não aceitar. Conversei com alguns conhecidos e professores da área do departamento de Literatura Russa, e falei que se caso aceitasse seria sobre um dos cinco milhões de contos de Anton Tcheckov: "PAMONHA" o qual já apresentei aqui há algum tempo, lembra? Trouxe para cá no período das eleições, assim que saiu o resultado para presidente da República do Brasil, que me deixou, na época, meio chateada, por não concordar e não ter aceitado, e como forma de desabafar, me coloquei na situação da personagem-título dessa história: uma pamonha!
A professora organizadora do congresso, atenciosamente, argumentou que, de fato esse conto é uma raridade, e que ela mesma, pediu perdão, desconhecia: “ - Desculpe a ignorância, mas esse conto de Tcheckov, eu não conhecia”.
Penso em fazer uma leitura dramatizada e depois tecer comentários sobre o período e a escola literária deste autor.
Significado de Pamonha
A propósito, a palavra pamonha, no idioma russo é - Дурак - e significa:
s.m.: bobo, estúpido, tolo, imbecil , fazer-se de bobo, besta, quadrada, palerma, tolo, idiota.
E em nosso idioma tem mais de um significado:
s. f. 1. [Brasil] [Culinária] Bolo, doce ou salgado, feito de milho verde ralado, leite de coco, etc., cozido enrolado em folhas de milho ou de bananeira.
2. [Informal] Que ou aquele que é pouco esperto ou pouco inteligente, indivíduo mole, preguiçoso, pouco desembaraçado, palerma, tolo, imbecil, idiota, inútil.
Seria novamente coincidência se alguém mais escolhesse entre cem bilhões de escritores pelo mundo todo, justamente este conto russo, e justamente este autor? Fala sério!
Karenina Rostov
Karenina Rostov

