quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Lembrete


Lembrete

O objetivo da vida se resume em “ser feliz”. Todos acham que ser feliz é ter alguém para fazer seu par constante no baile da vida. Eu já penso que a felicidade consiste em pequenos atos e coisas conquistadas diariamente os quais nos fazem bem.

A adrenalina diária contribui para essa eterna busca não deixando que derrubemos a peteca. Sinto meu coração inflamar de alegria por qualquer coisa e isso não me deixa indiferente, traz-me um sorriso na alma e isso para mim é o que se chama ‘felicidade’.

É claro que às vezes isso mexe com o meu emocional pela cobrança constante imposta pela sociedade chancelando um sentimento uniforme e ditando regras pelas mídias concluindo que a beleza padronizada milimetricamente calculada sob pesos e medidas, fenótipos e genótipos é a tal da felicidade e qualquer diferença aí é descartada.

Não quero permitir perder-me nesse labirinto de ilusões: nem corpo, nem alma ou trabalho perfeitos. Sou toda diferente, e não acho isso normal, nem me gabo disso. Sigo meu rumo que é esse, uma sinuosa estrada cheia de pedras e imperfeições e isso me mantêm um pouco mais atenta sem sair do meu próprio foco e até me deixa com algumas dúvidas se devo continuar ou desistir. Procuro então ouvir o conselho do meu coração sabendo de antemão que ele também muitas vezes se engana...

Adoro boas companhias, o riso fácil, gente alegre e para cima e tudo aquilo que nos dá uma fome maior de viver. Adoro abraços, beijos e flores. Adoro música, uma boa história que me contem ou que me deixam contar; não sou uma boa atriz, costumo errar meu próprio papel, e o meu roteiro anda meio rabiscado e de vez em quando passo a limpo...confesso...

Gosto de fazer o outro sorrir mesmo quando algo dentro de mim não vai bem...

A minha vida está meio bagunçada, mas a maior parte do tempo entendo que para eu ser feliz devo primeiramente fazer o meu próximo feliz. Não preciso de riqueza, ser famosa ou revolucionar o mundo. Basta ser eu mesma. Verdadeiramente. É o que importa.
Eunice Bernal

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ELA - Aos dezesseis...






Primeiro poema publicado por Machado de Assis aos 16 anos de idade.
Em 12 de janeiro de 1855. Deleite-se!

ELA

Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor

Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!

Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.

Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um -sim-
P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!”

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os Terroristas do Cinema


Os Terroristas do Cinema

Moacyr Scliar

Há os que comentam o filme, os que falam no celular, os que comem, os que chegam tarde, os que saem antes do final...

O Guion - mais que um cinema, um estado de espírito - é um lugar de cinéfilos, de gente séria e bem-comportada. Por isso, foi uma surpresa quando, num sábado à noite, em plena sessão, um senhor se levantou e pôs-se a berrar com o espectador que estava atrás dele, quase chegando às vias de fato. Por quê? Porque, segundo dizia, tinha sido golpeado - através do encosto da poltrona, claro - pelos joelhos do outro cavalheiro.
* * *
Esse incidente não é raro. Na verdade, é tão freqüente quanto irritante. Os cinemas hoje deixam bastante espaço entre as filas, mas não é impossível que uma pessoa com pernas especialmente compridas acabe perturbando quem está sentado na frente. Sérgio Bechelli, que não suporta tal situação, evita-a sentando na última fila - mas, em seus pesadelos, é perseguido por uma figura misteriosa que fica de pé, atrás mesmo dessa última fila, joelhando-o sem cessar. Lembram da terapia do joelhaço, usado pelo Analista de Bagé, o notável personagem do Verissimo? Pois aqui o que temos é o trauma do joelhaço. Melhor dizendo, um verdadeiro atentado, executado por membros daquela misteriosa organização chamada Terroristas de Cinema. O Terrorista do Joelhaço é um deles. Há outros, muitos outros. Em primeiro lugar, estão aquelas pessoas que falam. Falam em voz alta, comentando o filme, explicando-o, ou então falando de um assunto qualquer, que nada tem a ver com o que se passa na tela. Depois temos aqueles que falam, mas ao celular - uma categoria que resiste bravamente, apesar de todos os avisos prévios no sentido de que tais aparelhos sejam desligados. Avisos que para essas pessoas não têm qualquer importância: elas querem se comunicar, elas precisam se comunicar e o fariam de qualquer maneira. Temos até de agradecer que recorram ao celular e não a tambores ou fogueiras com sinais de fumaça.

E temos os que comem. Pipoca, naturalmente, que hoje se tornou sinônimo de cinema - há salas de exibição que ganham mais com pipoca do que com ingressos. Os sacos de pipoca são enormes, o que, além de ser um despropósito em termos de calorias e de gordura, representa um incômodo proporcional ao tamanho de tais barulhentos recipientes. Igual barulho, talvez pior, causam os pacotes de bala. E aí temos os refrigerantes. Copos plásticos são silenciosos, mas não as bocas que sugam, e que procuram aproveitar até a última gota, provocando uma espécie de estertor semelhante ao produzido por um camundongo moribundo (Mickey gostaria dessa).

Há outros ruídos. Arrotos são raros, mas flatos nem tanto (piores, porém, são os silenciosos, o equivalente dos gases usados na guerra química). E aí podemos acrescentar os que tossem e os que espirram, mas esses seguramente apresentarão atestados médicos mostrando que estão enfermos e que têm direito a tal.

* * *
Diferentes são os que perturbam os espectadores com sua frenética movimentação. Em primeiro lugar, temos os que chegam tarde. Isso pode acontecer, mas quando chegar tarde se acompanha de uma discussão com a consorte sobre a escolha do lugar mais conveniente para sentar, podemos ter até meia hora de um debate que, convenhamos, interessa muito pouco a quem foi ali para ver o filme. Também temos os que trocam de lugar, em busca do ponto mais adequado de visibilidade.

Há, nessa categoria, uma figura muito especial e muito perturbadora: o cara que sai antes do final. Perturbadora, eu disse? Disse-o bem. Esse misterioso personagem nos enche de dúvida - e de culpa. Dúvida: por que saiu antes? Será que se sentiu mal? Será que tem um compromisso? Será que ele, notável crítico, está percebendo no filme fraquezas inaparentes a nós outros, comuns mortais? Daí a culpa: não deveríamos segui-lo, num espontâneo movimento de protesto contra a decadência da indústria cinematográfica?

* * *
Finalmente, há espectadores que nos fazem sofrer e que absolutamente não têm culpa disso. Em primeiro lugar, o obeso. Há muita discussão sobre isso, e já se esboça um movimento, entre os gordinhos, de reivindicação de assentos especiais, mas enquanto isso não acontece, o problema está criado, para os abundantes e para os seus vizinhos.

E temos o Homem Alto. Esse, sim, é completamente inocente. Ele é alto, porque é alto, e pronto: ao contrário do gordo, não comeu demais, não fez nenhuma extravagância - está tudo no genoma. Mas aquilo que, numa cancha de basquete é um grande trunfo, no cinema pode representar um suplício. Uma vez, a tevê mostrou um engraçado documentário em que um sujeito altíssimo enlouquecia pessoas num cinema sentando na cadeira da frente - e seguindo-as quando trocavam de lugar.

Em geral, o Homem Alto não faz isso. Mas podemos começar a suspeitar de suas intenções quando ele vem de chapéu ou de turbante. E se estiver de cartola, não tenham dúvida: é um Terrorista de Cinema muito mal disfarçado.

*
Inspirado na Crônica  - Os Terroristas do Cinema de Moacyr Scliar

1 – Os joelhos do espectador que sentou atrás de nós: de vez em quando incomodam! 
2 – Pessoas que já assistiram ao filme e ficam comentando cenas ou diálogos. Ô, mala!
3 – Os “críticos” de plantão, durante a projeção. Vai ver se estou na esquina!
4 – Celular ligado, mesmo com avisos prévios: trimmmmmmmmmm!
5 - Celular ligado e atendido: alô, alô marciano!
6 – Celular ligado e não atendido:: trimmmmm-trimmmmmm-trimmmm-trimmmm.....
7 – Comedores de pipocas; chomp, chomp, nhac, nhoc!
8 – O barulho dos saquinhos; treask, shiat..., shisssk...
9 – O barulho dos papéis de balas: the same!
10 – A guerra químico-fisiológica” (silenciosa) e disfarçada: pummmmmmk!
11 – Bocas sugando até a última gota de refrigerante; shooooooouuuuuuuuuu....
12 – Os atrasados que procuram lugar quando o filme já começou: toc-toc; toc-toc...!
13 – Os atrasados que procuram lugar, constrangidos, e sentam em qualquer colo disponível: ai, mermão, foi mal!
14 – Os que mudam de lugar várias vezes (os baixinhos): licença, licença! Ai,ui!
15 – Os que nos obrigam a mudar de lugar algumas vezes (os altos): licença, com licença! Ai-ai! ui-ui! 
16 – Os que se retiram antes do final do filme, nos deixando com grande interrogação: gostei, não gostei, não tô entendendo nada! 
17 – Os que estão um pouco acima do peso que nos fazem sofrer e nem notam: braços ou pernas roçando...
18 – Os namorados que não vão para assistir ao filme e nos perturbam (seja lá por que motivo for).
19 – Os namorados que durante a projeção se aproximam e se afastam, nos obrigando a um exercício corporal mais rigoroso que o da academia: smaaaack, smaaack!
20 – Os inquietos que mexem mais do que a cena na tela: mala sem alça ao quadrado!
21 – Os que espirram, suspiram, bocejam ou tossem. Ou pior. Putz!
22 – Os que saem da sala e voltam procurando o mesmo lugar: licença!
23 - Os que, sentados ao nosso lado, se esparramam na poltrona, e não nos dão nenhuma chance de usar o encosto para os braços. Sem comentário!
24 – Os perfumados em excesso: atchiimmmmmmmm!
25 – Os que deveriam ter usado algum perfume: ATCHIMMMMMMMM!
26 – Os que não estão nem aí para o filme e ficam olhando para todos os lados, principalmente para o relógio, esperando alguém: TIC-TAC, TIC-TAC.... ô chato!
27 – Finalmente, os que deveriam ter ficado em casa.  Muito obrigada!
Karenina Rostov

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aconteceu, virou manchete!

"O amor não é mais belo" diz a manchete de um jornal de hoje.

Pois é... falou e disse!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

À deriva

À deriva

Vago pelo mundo sem mapa
Para quê? Estou sem destino mesmo...
Minha embarcação é a nave das estrelas
Por isso não preciso nem de bússola,
Nem de remédio, nem de nada.

Sigo por aí sondando o infinito
NAVEgando na realidade de querer
Paisagens inéditas, sentimentos novos
Tudo original, nos conformes, disformes
Sem forma...

Guiada às vezes pelo arquiteto do sonho
E nas asas do anjo escultor de poesia
Navego pelo mundo à deriva
Indescritível o que se vê daqui...
Tão perto que nem percebe a minha presença
Sem me preocupar com a hora de retornar.
Nem pense em perder a coragem e desistir
Está muito bom assim.
Eunice Bernal

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ferris Buller Sing's - Twist And Shout



Um dos meus filmes de cabeceira.
Quem não gosta disso, bom sujeito não deve ser!

Curta a vida...com moderação!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Na Ilha de Lost (10)


Ponte Estaiada - Rio de Janeiro - A Ponte do Fundão.

É o mais novo cartão postal do Rio de Janeiro, financiado com recursos oriundos de multas da Petrobras convertidas em repasses de verba. Será inaugurada no dia de hoje, 27 / 01.

Eis mais uma saída. Fui!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

INDICADOS AO OSCAR 2012

INDICADOS AO OSCAR 2012


Sem mtas surpresas, foram anunciados os indicados na 84ª edição do Oscar agora a pouco, no Samuel Goldwyn Theater, de Beverly Hills.
A 84ª edição do Oscar será realizada dia 26 de fevereiro, no Kodak Theater, de Los Angeles.

MELHOR FILME
O Artista
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
Meia Noite em Paris
O Homem que Mudou o Jogo
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra
A Árvore da Vida
Tão Forte e Tão Perto

DIRETOR
Woody Allen - Meia Noite em Paris
Michael Hazavicius - O Artista
Alexander Payne - Os Descendentes
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret
Terrence Malick - A Árvore da Vida

ATOR
Jean Dujardin - O Artista
George Clooney - Os Descendentes
Gary Oldman - O Espião que Sabia Demais
Brad Pitt - O Homem que Mudou o Jogo
Demian Bichir - A Better Life

ATRIZ
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Glenn Close - Albert Nobbs
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Michelle Williams - 7 Dias com Marilyn

ATOR COADJUVANTE
Kenneth Branagh - 7 Dias com Marilyn
Max Von Sydow - Tão Forte e Tão Perto
Jonah Hill - O Homem que Mudou o Jogo
Christopher Plummer - Toda Forma de Amor
Nick Nolte - Guerreiro

ATRIZ COADJUVANTE
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
Janet McTeer - Albert Nobbs
Berenice Bejo - O Artista
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Melissa McCarthy - Missão Madrinha de Casamento

ROTEIRO ORIGINAL
Meia Noite em Paris
O Artista
Margin Call - O Dia Antes do Fim
Missão Madrinha de Casamento
A Separação

ROTEIRO ADAPTADO
A Invenção de Hugo Cabret
Os Descendentes
Tudo Pelo Poder
O Homem que Mudou o Jogo
O Espião que Sabia Demais

FILME ESTRANGEIRO
A Separação - Irã
Bullhead' - Bélgica
Monsieur Lazhar - Canadá
Footnote - Israel
In Darkness - Polônia

LONGA DE ANIMAÇÃO
Rango
Gato de Botas
Kung Fu Panda 2
Chico & Rita
Um Gato em Paris
*

Até lá!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Por aí - 2012

Uma data especíal, memorável! Depois de duas décadas eis que reencontro as minhas queridas amigas Z. e V. e o lugar não poderia ser tão especial quanto esse dia: 14 / 01. Comemoramos na Confeitaria Colombo e assistindo a uma peça no CCBB.

Foi maravilhoso! Até o próximo encontro que por acaso será amanhã, feriado municipal na Cidade Maravilhosa.

Beijos e flores a vocês.
E.B.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Curiosidades Cinematográficas (11)

Um dos cenários mais bacanas para se eternizar um click - in Abbey Road.

Se acertar de que filme é a imagem acima ganha um presentinho.

Capa icônica dos Beatles "Abbey Road"









K.R.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

007 completa 50 anos


James Bond já foi interpretado no cinema por 6 atores. Roger Moore, com sete filmes entre 1973 e 1985, foi quem mais fez o papel do agente britânico 007.

*

A propósito, qual é o seu James BOND preferido?
*
Sean Connery, 6 filmes
007 Contra o Satânico Dr. No (1962)
Moscou Contra 007 (1963)
007 Contra Goldfinger (1964)
007 Contra a Chantagem Atômica (1965)
Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (1967)
007 – Os Diamentes são Eternos (1971)

George Lazemby, 1 filme
007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)
Roger Moore, 7 filmes
Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973)
007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (1974)
007 – O Espião que me Amava (1977)
007 Contra o Foguete da Morte (1979)
007 Somente para Seus Olhos (1981)
007 Contra Octopussy (1983)
007 na mira dos assassinos (1985)

Timothy Dalton, 2 filmes
007 Marcado para a morte (1987)
007 – Permissão para matar (1989)

Pierce Brosnan, 4 filmes
007 Contra GoldenEye (1995)
007 – O Amanhã Nunca Morre (1997)
007 – O Mundo Não é o Bastante (1999)
007 – Um novo dia para morrer (2002)

Daniel Craig, 2 filmes
007 – Cassino Royale (2006)
007 – Quantum of Solace (2008)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pensares


Uma paz reina dentro de mim nesses dias; algo tão intenso que parece sonho. Caso seja, por favor, não me acorde! Tudo está mais florido e colorido... tudo!

Dou-me ao luxo de ser a florista que colhe as pétalas no imenso jardim da vida... uma sonhadora de primeira viagem. Respeito os limites: procuro não ultrapassar fronteiras sem ser convidada; os ideais deixando nas mãos do destino... Tenho fé e confiança na certeza do que mais quero e, por isso, não há no momento espaço para mágoas e ressentimentos.

A sabedoria deve ser meu par constante agora nesta dança da vida... correr risco em aventurar-me a novos sentimentos não é dever, mas obrigação. Uma força interior que me faz crescer e procurar nada temer.
A batalha diária, mui árdua, é lutar com as armas conquistadas nas experiências anteriores minha a regra geral.

O mundo é exigente demais; tantas são as cobranças e, por isso, deve-se ser forte sempre sendo capaz de querer apenas vitórias evitando que sejamos nocauteados no ringue da vida...

Procuro ser sempre a mesma, não quero roubar o que não me pertence; gosto da simplicidade, quase sem vaidades, não quero competir e ser alguém que não sou, mas gostaria de ser aceita assim, sem tirar nem pôr.

Sei que incomodo porque não sou modelo de perfeição... ainda bem, não? Então devo estar bem viva! Eis a conclusão.

Estou madura para novos aprendizados e tropeços; e velha para novos-velhos sentimentos. O mundo é louco e eu não sou normal, por isso, pelas minhas andanças chego a lugar nenhum, aproveitando para recolher sementes e alguns bons frutos no pomar do ex-amigo, quem sabe?

Pensamento truncado e monólogo sem sentido... pense que a vida às vezes também é assim e nem por isso deixa de se encontrar com o infinito.
Eunice Bernal

Festival do Rio 2011


Filmes vistos no Festival do Rio 2011

1 - Gatos Velhos 8,0
2 - Gun Hill Road - 7,5
3 - A Cabana - 9,0
4 - No Limite 8,0
5 - * Um Conto sobre a Ganância.

Tive que madrugar para esta sessão com direito a dublagem simultânea. Muito bom! - Nota 8,5

6 - O Desabochar de Iris - 8,0
7 - 18 Dias no Egito - 7,0
8 - Juntos para Sempre- 7,5
9 - Beleza - 2,0
10 - Um Gato em Paris - 7,0
11 - Quinze pontos na Alma - 8,5
12 - Café Quente: A sociedade do Litígio - 7,0
13 - Dormir ao Sol - 9,0
14 - Não me Esqueça, Istambul - 9,0
15 - Sibéria, Monamour - 10,0
16 - Uma Mulher - 8,0
17 - Assalto ao Cinema - 7,5
18 - A árvore do Amor - 9,0

Gramática da vida - Não consegui ver porque não chegou :(


19 - Decorando o Alcorão - 10,0
20 - O Porto - 8,5

E na repescagem, vi este que é uma verdadeira obra de arte, uma aula de pintura.

21 - O Moinho e a Cruz - 9,5.

*
Queria tanto ver o filme do Gus van Sant, mas a sessão estava esgotada...

*
Eis a planilha para quem quiser maiores informações com as respectivas notas de outros aficcionados - amantes da sétima arte.



1ª Planilha - post

https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AjTPRBk0qM-wdGRRTTlkQUdXQUVfR2lKVWpvMTBaNXc&hl=en_US
_____________________

Passaporte comprado pela IMGRESSO.COM
Uns 30 filmes vistos
Muitos cafés e nenhum cigarro para espantar a ansiedade
Lanches nos pés-sujos
Sucos e pastéis na lanchonete em frente
Escolhendo os filmes
Jogando conversa fora com os amigos
Gastando na livraria, pra variar
Algumas noites mal-dormidas
Muita água, refrigerantes, pipocas, balas e biscoitos
A longa distância percorrida - Ilha do Gov - Zona Sul
Participando de alguns encontros com diretores e debates
Faltando ao trabalho
colecionando os ingressos
Guardando a lembrancinha
Algumas fotos
E comentando a vinheta como é de praxe.

Apesar de tudo ser cansativo deixa uma saudade tremenda...

Até 2012, se Deus quiser!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Verônika decide morrer


“Veronika decide morrer” - um título formado por três palavras marcantes, bem escolhidas, bem pensadas por sinal, de uma das obras do escritor brasileiro mais lido da atualidade: Paulo Coelho. O objetivo aqui não é falar do autor, mas de alguns assuntos relevantes citados na obra.

É o único livro que li do letrista, compositor e filósofo nacional; talvez por ter sido um presente de um aluno, e como dispensaria um agrado desses? Talvez porque o título tenha me chamado a atenção, enfim, não posso negar que a obra remeteu-me a diversos momentos que guardo na lembrança e que se entrelaçam formando um mosaico de situações instigantes.

“Veronika” é nome fantasia bastante conhecido dos filmes sobre a vida do Filho de Deus; é a mulher que durante o caminho de Jesus para o calvário conseguiu enxugar o Seu rosto. O detalhe é que essa emocionante história não encontrou um mote para intertextualidade com os textos bíblicos.
"Verônica" é uma forma latinizada de Berenice, um nome macedônio que significa "portador da vitória". A etimologia popular atribui sua origem às palavras para "verdade" (em latim: vera) e "imagem" (em grego: eikon).

A história contada na Bíblia no evangelho de Mateus 9: 20-22 de uma mulher que por doze anos padecia de uma hemorragia, e que chegou por detrás de Jesus e o tocou, e Ele imediatamente a curou, chamava-se “Berenike” que derivou “Verônica”.

Essa Verônica, então, que por longos anos sofreu da terrível hemorragia, não se pode negar, foi uma vitoriosa, uma heroína, porque ela decidiu viver.

Decidi usar o presente duas vezes, afinal a obra brasileira deve ter lá um “q” a mais, já que foi adaptada para o cinema hollywoodiano e, por curiosidade, acabei assistindo ao filme a fim de tentar desvendar o mistério em torno da intrigante história nessa outra expressão artística. Bem o mal, o livro e o filme estão acessíveis. Não me surpreenderia uma atriz encarnando Veronika em uma peça teatral, quem pode duvidar? Não que eu queira...

Alguém simplesmente decide morrer. Tomar uma decisão não é tarefa fácil. E o título “decide morrer”, causou estranheza e curiosidade, afinal, dificilmente se encontra alguém que tome uma decisão drástica dessa... Decide-se casar, decide-se mudar a cor do cabelo, decide-se, mudar de profissão, decide-se mudar de país, decide-se ter ou não filhos, mas decidir morrer? É mais fácil decidir viver, e quando um projeto não se realiza como se desejava, recomeçar é a melhor saída, não acha?

O que leva uma pessoa a tomar uma decisão drástica dessas? Loucura? Depressão? Desespero? Falta de amor próprio?

Viver é o melhor presente que se pode receber, e como diz o ditado que se encaixa perfeitamente aqui: “A vida não tem preço”, isto é, não há dinheiro no mundo que pague. Mesmo sabendo que viver é correr risco.

Decidir morrer é covardia ou ser corajoso? É burrice ou falta de opção? A sinopse praticamente entrega o filme, revelando parte do desejo osblético de querer pôr um ponto final à própria vida.

Veronika é uma jovem de 28 anos que, aparentemente, tem uma vida perfeita: possui um bom imóvel, é bonita e tem um ótimo emprego. Porém ela sente um vazio dentro de si sem conseguir entendê-lo. Sem conseguir entender o significado de sua vida, ela decide se suicidar tomando vários remédios. Duas semanas depois, Veronika desperta do coma e percebe que está em uma clínica para doentes mentais. Lá ela é informada que sua tentativa de suicídio fez com que seu coração parasse, gerando ferimentos que jamais se recuperarão. Sem saber ao certo quanto tempo ainda lhe resta, ela decide viver de uma forma inteiramente diferente do que vinha fazendo até então.

Não é qualquer um que toma essa decisão radical. Confesso que decidi ler a obra para tentar desvendar o mistério da ficção e da realidade capaz de se mesclarem não sabendo distinguir a linha tênue que separam ambas. Tive três amigas que tomaram essa decisão. Decidiram não mais viver. Nem vale a pena comentar se elas tinham motivos bizarros e grotescos para tal decisão inaceitável aos olhos da sociedade e aos ensinamentos religiosos usando Judas como modelo do que não é permitido e que até então é julgado e condenado pelos homens e ele, arrependido do que fez, decidiu tirar a própria vida.

Venonika de Paulo Coelho é ficção apenas no nome. Veronika consegue enxergar seu destino. Ela é bem nascida, tem um maravilhoso emprego e um ótimo salário, mas depois de algum tempo, imaginando-se casada, gorda e acabada, cuidando das tarefas domésticas, filhos para criar, não mais atraente ao marido, sendo traída, sua vida transformando-se em rotina, um futuro incerto e por não ter mais sentido, e nem ser mais novidade do momento, amargurada por tudo isso, decide morrer. O autor conta que esta é uma obra autobiográfica, sendo o personagem Eduard que entra na narrativa no terceiro capítulo é o próprio, a ponte que liga os dois universos. Ele conta que foi internado pelos pais em um hospício porque admirava o mundo das Artes, e lá acaba descobrindo o mundo da loucura e insanidade, conhece pessoas até que encontra Veronika.

A história de uma jovem, suas angústias e melancolias já imaginando como seria o seu futuro e destino. Seu início, melancólico, depois, uma verdadeira celebração à vida!

Bem ou mal Paulo Coelho é um dos autores mais lidos da atualidade, traduzido em vários idiomas, imortal da ABL, fundado por Joaquim Maria Machado de Assis.

Um bom argumento, sem dúvida, e não posso negar que o assunto é instigante. A boa ideia em torno da obra ficcional para “Verônika decide morrer” originou o filme Dirigido por Emily Young e Veronika interpretado pela atriz Sarah Michelle Gellar. Para quem lê de tudo, e / ou assiste a todos os gêneros, deixo a dica. Veja o filme ou leia o livro, sabendo de antemão que cinema e literatura são linguagens distintas, ouse, sem compromisso porque mesmo ao final não gostando, com certeza você não vai morrer por isso, vai?
Karenina Rostov

*
Veronika Decides to Die (no Brasil e em Portugal: Veronika Decide Morrer) é um filme americano de 2009 do gênero drama baseado no livro de mesmo nome de Paulo Coelho. Dirigido por Emily Young, o filme é estreado por Sarah Michelle Gellar no papel principal, Veronika.

Título no Brasil: Veronika Decide Morrer
Título Original: Veronika Decides to Die
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Paulo Coelho vendeu 70 milhões de exemplares de seus livros, que foram traduzidos para vários idiomas.

Nota de rodapé:

1 - Não sei quem selecionou a coleção de títulos 1001 Livros para ler antes de morrer, e esta obra de Paulo Coelho é um deles.

2 - A literatura guarda os seus mistérios. Esoterismo e auto-ajuda são gêneros que não curto.