segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DESIDERATA

Aquilo que se deve desejar 

Eis uma das mais lindas mensagens que me apresentaram na infância, e bem depois ouvi na belíssima voz  de Cid Moreira. Há algumas versões, não se sabe ao certo quem é o autor dessa preciosidade,  por isso deixei duas delas aqui.

Topas um desafio? Participe deste karaokê! Vamos lá, afaste as cadeiras e a mesa da sala, ligue o som, ponha o fone e acompanhe a letra que está logo abaixo do vídeo, e interprete cantando, falando, soltando a voz! Isso faz um big-ben à alma, você vai ver. Deixe a timidez de lado, ao menos por esse instante que te peço, please!

Faça tudo para Ser Feliz!

Aprecie!
E.B.



Desiderata

interpretado por Cid Moreira

Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa,
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível sem humilhar-se,
viva em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, mansa e claramente.
E ouça dos outros, mesmo dos insensatos e ignorantes
eles também têm sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas
elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros
Você se tornará presunçoso e magoado
Pois, haverá sempre alguém inferior e
alguém superior a você.
Você é filho do Universo,
irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui,
e mesmo se você não pode perceber,
a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.
Viva intensamente o que já pode realizar
Mantenha-se interessado em seu trabalho,
ainda que humilde
ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.
Seja cauteloso nos negócios,
porque o mundo está cheio de astúcias.
Mas não caia na descrença
a virtude existirá sempre
Muita gente luta por altos ideais
E em toda parte a vida está cheia de heroísmo
Seja você mesmo
Principalmente não simule afeição
E não seja descrente do amor
Porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto
Ele é tão perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos
Mais também seja compreensivo aos
impulsos inovadores da juventude.
Alimente a força do espírito
que o protegera no infortúnio inesperado
Mas não se desespere com perigos
imaginários:
muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E a despeito de uma disciplina rigorosa
Seja gentil para consigo mesmo
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores,
você merece estar aqui
e, mesmo se você não pode perceber, a terra e o
universo vão cumprindo o seu destino.
Portanto esteja em Paz com Deus
Como quer que você o conceda
E quaisquer que seja seus trabalhos e aspirações
Na fatigante jornada pela vida
Mantenha-se em paz com sua própria alma
Acima da falsidade dos desencantos e agruras
O mundo ainda é bonito
Seja Prudente
Faça tudo para Ser Feliz
Você é filho do universo,
irmão das estrelas e árvores,
você merece estar aqui
*
Desiderata (outra versão)


Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.
Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes: eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas: elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.
Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde: ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença. A virtude existirá sempre.
Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas, seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude.
Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado e não se desespere com perigos imaginários: muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
À despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.
Assim como as estrelas e as árvores, você é filho do Universo, merece estar aqui, e, mesmo que você não possa perceber, o Universo segue cumprindo o seu destino.
Esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba. Quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.
Acima da falsidade, do desencanto e das agruras, o mundo ainda é bonito.
Seja prudente e faça tudo para ser feliz.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Curiosidades Cinematográficas (8)

Esses moços aqui, não falavam a mesma língua, 
e viviam em mundos bem diferentes. Mesmo assim...

...um era fã do outro. Sabe quem são eles?
Fácil, não?

Концерт




Sinopse
Na época de Brejnev, Andreï Filipov era o maior maestro da União Soviética e dirigia a célebre Orquestra de Bolshoï. Mas após ter recusado separar-se dos seus músicos judaicos, entre os quais o seu melhor amigo Sacha, foi afastado em plena glória. Trinta anos mais tarde, ele trabalha todos os dias no Teatro de Bolchoï mas… como empregado de limpeza. Uma noite, quando Andreï fica a tratar das limpezas até tarde, dá de caras com um fax endereçado à direcção do Teatro – um convite do Teatro de Châtelet para que a Orquestra de Bolshoï vá tocar a Paris. Subitamente, Andreï tem uma ideia louca: porque não reunir os seus antigos companheiros, que hoje em dia vivem de pequenos trabalhos e dirigi-los em Paris, fazendo-os passar pela orquestra de Bolchoï? É a oportunidade tão aguardada de, finalmente, se vingarem…

"O Concerto" (Le concert, França/Itália/Romênia/Bélgica/Rússia, 2009), dirigido por Radu Mihaileanu
*
2011 mal começou e já elegi o meu filme favorito do ano: O Concerto do diretor romeno Radu Mihaileanu, o  mesmo que dirigiu o formidável Trem da Vida e que ganhou vários prêmios. Só não entendo uma coisa: por que filmes ótimos só passam em uma única sala, lugar de difícil acesso, e apenas uma sessão? A primeira vez que tentei assistir, não consegui porque já estava lotada. Por sorte, consegui comprar ingresso antecipado para o dia seguinte, e para não perder a viagem visitei pela enésima vez o Museu da República.


Я рекомендую его фильм концерт музыки Чайковского! =  RECOMENDADÍSSIMO!

Браво!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dois em Um



Boa iniciativa do Grupo Estação.

OFF - Um sonho (im)possível

Recebi de um amigo por e-mail isto:
«Professores das redes públicas mesmo índice de reajuste dos senadores.»

Sonia Braga, cidadã do mundo...

... e politicamente correta.

Eis Sonia Braga, a musa do Brasil, em dois momentos distintos: na ficção, escalando um telhado, e na vida real, no topo de uma árvore.

A primeira cena era para represerntar um papel na novela Gabriela, Cravo e Canela.

Anos mais tarde, Sonia Braga que já não morava no Brasil, porém estava no RJ de férias, foi notícia na mídia por estar no alto de uma árvore a fim de cumprir uma tarefa, um papel na vida real de recolher papéis, garrafas, plásticos e outros detritos atirados lá.  Fez isso por uma causa nobre. Ah, se todos agissem assim como ela. Um belo exemplo de cidadania, não acha?

"O meu ato é voluntário. Varro calçada, brigo com quem joga lixo na rua, e sou mais uma das formiguinhas em prol dos desabrigados, vítimas dos deslizamentos nos morros. Sou brasileira, e exerço a minha cidadania ajudando o próximo."


Gabriela, escreveu Jorge Amado, tinha o cheiro do cravo e a cor da canela. Todo mundo sabe como é Gabriela: é Sônia Braga no auge da morenice cabocla aos 25 anos de idade, ela e suas coxas de chocolate mais expostas do que cobertas por um vestidinho diáfano, escalando o telhado para apanhar uma pipa ou pandorga ou papagaio e paralisando a pequena e nada pacata Ilhéus. Todos se emocionariam com a visão das coxas fortes, macias, rijas e nuas de Gabriela-Sônia Braga. Que tinha o cheiro do cravo. E a cor da canela.


Thank you! 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Depois da Vida - After Life

A cada dia de vida é também um de despedida. E.B.
After Life

Viver nada mais é que morrer a cada dia. Viver é para poucos. A única certeza da vida é a morte. Ninguém sabe o dia de amanhã. Para morrer, basta estar vivo. Está achando o assunto macabro? Quem aqui nunca ouviu ou pronunciou alguma dessas frases? Lembrei-me desse assunto após assistir ao filme After Life (Depois da Vida), que considero o mais instigante dos recém-lançados. Este ‘garimpei’ numa locadora. Há tempos uma história assim não mexia com o meu emocional, o último foi Império dos Sonhos de David Lynch. After Life é um thriller de terror psicológico. Um jeito despojado de contar uma história banal num formato poético e com pitadas de humor negro. O tema nada mais é que um assunto que está super na moda ultimamente no mundo da sétima arte: o que acontece depois que se morre? Existe vida após a morte? Vide Nosso Lar, Chico Xavier, Além da Vida (com Matt Damon) etc, entre outros em cartaz. É o primeiro longa da diretora e roteirista polonesa Agnieszka Wojtowicz-Vosloo que chegou ‘grande’, não deixando nenhuma dúvida para o que veio. O elenco foi cuidadosamente escolhido, contando com a talentosa Christina Ricci que me surpreendeu desde cedo em A Família Adams; o carisma de Liam Neeson no magistral filme A Lista de Schindler e os outros gabaritados, como Alfred Molina, Justin Long, Josh Charles e ainda Chandler Canterbury.

Depois da Vida é um filme inteligente e original. O mais intrigante do ano de 2010. O expectador sai da sessão sem saber o final. E vai discutir em rodas de amigos e cada um argumentará e defenderá seu ponto de vista e não se chegará a conclusão alguma. A dúvida persistirá. Vai se pensar neste filme por um longo período. Talvez chegue a um denominador comum guiado pelas pistas e sinais deixados no decorrer da história. Talvez predomine o bom senso. Mas será o final que de fato o diretor formulou para prevalecer? É uma obra aberta, não escancarada e depois de pronta não tem mais dono, pertencendo a quem se apossar dela, então posso resumir a história que em nada influenciará a quem ainda não assistiu, ou a parte que me pertence.

É a história da jovem Anna (Christina Ricci) que depois de sofrer um acidente de carro é levada para uma funerária local a fim de que seu corpo seja preparado para o velório. A partir daí coisas estranhas começam a acontecer. Ela parece estar viva. Morreu ou não morreu? Eis a questão. O agente funerário Eliot Deacon (Liam Neeson) pode ser um maníaco e a jovem estaria correndo risco de vida (?) e prestes a ser enterrada viva. É tudo verdade ou imaginação?

Confusa, e sentindo-se mais viva do que nunca, começa o drama e a agonia de Anna que enfrenta o diretor da funerária. Anna é (era) professora de ensino fundamental, e nesse dia, coisas estranhas acontecem com ela. O namorado, logo cedo na cama, percebe que ela não estava bem. Ambos vão para o trabalho e combinam de sair para jantar nessa noite. Nesse mesmo dia, após o trabalho, Anna vai à funerária para o velório de um amigo. Lá ela percebe que o defunto se mexe. Seria imaginação dela? Depois Anna resolve passar num salão de cabeleireiro para mudar radicalmente o visual, substituindo o tom escuro dos cabelos para um vermelho vivo. No meio do jantar, o seu noivo decide fazer duas surpresas: entregando-lhe um anel como pedido de casamento e informando que fora promovido e que seria transferido para outra cidade e ela deveria acompanhá-lo nessa mudança. No meio da conversa nesse jantar, Anna entende tudo errado, o casal discute no restaurante, e ela nervosa, sai desesperada, dirige em alta velocidade e acaba sofrendo um acidente. Somente a família é avisada e Paul, o noivo, por enquanto nada sabe.

Paul estranha que nessa noite sua noiva não voltou para casa, nem fazia idéia que nesse momento ela já se encontrava numa funerária. A mãe de Anna vai à funerária e decide enterrar sua filha dois dias depois do ocorrido. Lá começa algo sobrenatural entre a morta (?) e o diretor da mesma. Eliot prepara a moça para o funeral e a partir daí é com o expectador, e começa a viagem entre o estar ou não vivo/morto. Anna não acredita estar morta, apesar de o diretor da casa funerária lhe garantir que ela se encontra numa fase de transição para o “pós-vida”. Anna pergunta como ela pode estar morta se está conversando com ele. E ele lhe responde que tem a capacidade de conversar com os mortos. Afinal, quem está enganando quem? Anna tem certeza que não morreu. O agente funerário lhe aplica uma injeção e inventa uma história dizendo que é para o cadáver estar apresentável no velório. O expectador poderá transitar nessa história entre a verdade e a mentira; morte e vida, natural e sobrenatural algumas vezes. Há situações dando a atender que ela está viva: em um momento, Anna fica sozinha e Eliot esquece a chave da sala lá, e ela tenta sair, mas a chave quebra, e ele, o diretor da funerária, quando descobre que a esqueceu, volta desesperado para lá e sente-se aliviado por saber que ela não conseguiu sair. É uma aventura e tanto desvendar esse mistério, não acha?

A diretora magistralmente desconstrói o gênero terror, e sob uma nova ótica, num exercício elegante e excitante brinca, criativamente, com a metalinguagem. Brinca também com o expectador e inova com as convenções cinematográficas. Reorganiza os signos lingüísticos e seus significantes e significados de Morte, Pós-Morte e Vida. Caríssimo, conhece aquela outra frase “Tem muita gente que já morreu andando por aí e não sabe.”? Pois então, o expectador sai meio angustiado da sessão, também pelas dúvidas que inconscientemente são plantadas na mente. Além de tentar descobrir o que aconteceu com a personagem terá que descobrir o que acontece consigo mesmo. Talvez você se pergunte será que estou vivo? É bom estar vivo? Eu quero estar vivo? Ainda bem que estou vivo? Eu morri? Eu morri e não sei? Isso tudo não passa de brincadeira de mau gosto? Só se pensa na própria morte quando alguém próximo morre. Vai querer resolver isso num divã. Diria que é novo formato de narrar o sobrenatural, em poético-dramática sacudindo o "da poltrona” a fim de despertá-lo para a vida e para todas as reflexões possíveis, sobre a grande arte de se viver.

Há várias pistas para o expectador tentar desvendar o mistério que paira sobre After Life, entre estar vivo ou não, a protagonista morreu ou não? Decifre, se for capaz! Quando Anna está finalmente preparada para que velem o seu corpo, Eliot, pergunta-lhe se ela deseja sair para a vida ou continuar lá. Agora é com você, leitor, se quiser descobrir o final da história, não deixe de assistir.
Excepcional. Realmente cinema é a maior diversão. Psiu! Ei, você aí que está vivo, não deixe de testemunhar esta história!
Karenina Rostov

Agradecimento: Tiago Soares - Criador do desenho acima
*
Sinopse: Após sofrer um terrível acidente de trânsito, Anna (Christina Ricci) desperta sobre a mesa de trabalho de uma funerária. Eliot Deacon (Liam Neeson), o diretor do local fala que ela não está viva, mas que se encontra na transição entre a vida e a morte e que ele pode falar com ela porque tem a capacidade de se comunicar com os mortos. Assim, ele é o único que pode lhe oferecer ajuda. Paul (Justin Long), o noivo de Anna, sente que algo não vai bem e tem a percepção de que alguma coisa estranha acontece na funerária onde o corpo de sua noiva está sendo preparado para o funeral.

Título Original: Além da Vida
Gênero: Suspense / Thriller / Drama
Direção: Agnieszka Wojtowicz-Vosloo
Elenco: Liam Neeson, Christina Ricci, Celia Weston, Justin Long, Chandler Canterbury, Luz Alexandra Ramos
Ano de Produção: 2009
Lançamento Dezembro: 2010
Origem: EUA
Duração: 104 minutos




quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tragédia anunciada...

Cidade Maravilhosa, cheia de (des)encantos mil...

Um RIO de lágrimas...

Lembra do dilúvio que literalmente parou o Rio de Janeiro na terça-feira, dia 06  de abril de 2010? Para mim, parece que foi ontem. Houve deslizamento em vários pontos da cidade, e na Ilha do Governador não foi diferente. Pois é! Descaso geral. Aqui, em São Paulo, em Minas Gerias, no Brasil todo. Quase um ano depois, em uma área que desmoronou próximo ao Hospital Municipal Paulino Verneck, nenhuma providência foi tomada, e troncos imensos de árvores, que foram apenas cobertos com plásticos, estão prestes a serem lançados sobre o asfalto, podendo fazer um estrago maior e continua assustando o pedestre que precisa usar esse caminho exercendo o direito de ir e vir. Deve se ter um cuidado redobrado, pois  o estrago pode ser maior se nada for feito.  

Culpa de quem? Do cidadão, dos governantes ou da natureza? 


O país está vivendo tempos difíceis. Tragédias naturais que antes não aconteciam por aqui, como inundações, desabamentos, caos tornaram-se rotina. O maior volume de chuvas da história do ano passado fez com que a cidade literalmente parasse e a população ficou sem sair de casa por dois dias.  Pessoas desabrigadas, doenças, mortes são sintomas das metrópoles e da vida contemporânea. Será possível reverter esse quadro?

O Maracanã está sendo reformado para a Copa de 2014. O ideal seria uma reforma geral em nossa cidade e no Brasil. Fica o registro.
K.R. 



Fotos: E.B.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Escritores Brasileiros (6)

O sexto encontro no CCBB - RIO apresentou o escritor Zuenir Ventura e o ator Eduardo Moscóvis para fazer a leitura dos textos no projeto “Escritores Brasileiros".

Zuenir Ventura, em 1989, publicou no Jornal do Brasil a série de reportagens O Acre de Chico Mendes, que lhe rendeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog, foi vencedor ainda do Prêmio Jabuti, em 95, na categoria Reportagem com o livro Cidade Partida. Sua obra 1968: o Ano que Não Terminou, cujas 39 edições já venderam mais de 200 mil exemplares, serviu de inspiração para a minissérie Anos Rebeldes, produzida pela TV Globo. Outros livros de destaque em sua trajetória são Crônicas de Um Fim de Século, Minha História dos Outros e Mal Secreto – Inveja

"No Brasil, o chamado Poder Jovem ensaiava igualmente a sua tomada de poder e perseguia a sua utopia. Também aqui, em 68, ter menos de 30 anos era por si só um atributo, um valor, não uma contingência etária. Algumas evidências contribuíam para isso. Pele, aos 28 anos, bicampeão mundial, preparava-se para o tri e já era o maior jogador do mundo; Gláuber Rocha, com 29 anos, já conquistara a admiração internacional com pelo menos dois filmes: Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe; Chico Buarque e Caetano Veloso, se parassem de compor aos 24 e 26 anos, entrariam mesmo assim em qualquer antologia de música popular brasileira; Roberto Carlos tinha 25 anos e já era rei; Elis Regina e Gal tinham 23 anos; Nara Leão, 26; Maria Bethania, 22."
Trecho do livro 1968: O Ano que Não Terminou.

Fotos: E.B.
Uau! Zuenir, Dona Zuenir, Saramago, você é dez! Li alguns de seus livros, mesmo nunca ter sido sua fã, sinto orgulho de o meu país contar com o seu talento e inteligência. Passei a ser uma aficcionada depois da aula de literatura de ontem. Sua simpatia, otimismo, entusiasmo e simplicidade são contagiantes e me conquistaram. O público, bem participativo, festejou com muitas gargalhadas, porque foi o encontro mais alegre e animado de todos até o momento. Pena que já está acabando... agora falta apenas uma aula de literatura brasileira que acontecerá no próximo mês Só posso dizer que o de ontem eu  amei!

O carisma de Zuenir Ventura e a simpatia de Eduardo Moscóvis o resultado não poderia ser melhor: a dobradinha que deu certo. Parabéns!

Até o próxímo, se Deus permitir!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Western repaginado

Cowboys & Aliens

Estão ressuscitando o gênero western ou é impressão minha? Refilmaram recentemente Bravura Indônita e eis mais alguns da década passada: Appaloosa - Cidade sem Lei; Os Indomáveis; Tombstone; Pacto de Justiça; Bullfigghter - Apocalipse no Texas, entre outros.

Cowboys & Aliens acabou de sair do forno e é bem mUderno: um Western revisitado.

O filme é baseado na graphic novel sob o mesmo nome, com Daniel Craig e Harrison Ford. Conta a história de Jake Lonergan (Craig) no Arizona de 1873, que perdeu a memória, e junto com o Coronel Woodrow Dolarhyde (Ford) tem que ajudar a cidade a se livrar de uma invasão alienígena.

Sou fã do gênero desde a infância. A mistura de gêneros (terror e ficção científica) deve ser uma coisa curiosa, não? Só conferindo...

Veja trailer:

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O CINEMA e as outras Artes


O cinema é conhecido como a 7ª arte. E quais são as outras seis? Não existe uma classificação exata e até divergência em relação a abrangência de uma em relação a outra. Alguns acreditam que as outras artes são arquitetura, escultura, música, literatura e teatro (incluindo dança) formando as belas artes. Já outros, como o italiano Ricciotto Canudo em seu Manifesto das Sete Artes, separam as artes por seus elementos básicos:

1ª Música (som)

2ª Dança/Coreografia (movimento)


3ª Pintura (cor)

4ª Escultura (volume)

5ª Teatro (representação)

6ª Literatura (palavra)

7ª Cinema (Imagem em Movimento)


O Cinema é a sétima por ser a última inventada. Algumas artes posteriores podem ser inseridas como a Fotografia (Mesmo sendo a técnica anterior a do cinema só foi entendida como representação artística depois), Quadrinhos, Games e Arte Digital.

Fontes: Wikipédia e Revista Mundo Estranho (Julho de 2002)

Merchandising


Livraria Ler com Prazer, localizada na Faculdade de Letras da UFRJ, ilustrando matéria sobre literatura no Jornal da UFRJ.

Prestigiem!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Corrente do Bem (2)


Para começar bem 2011, é importante mudar certos modos e atitudes. Sei que você não gosta de estar em uma sessão de cinema, por exemplo, e alguém que esqueceu a educação em casa, coloca os pés atrás de sua poltrona te incomodando o tempo todo socando a mesma até com os joelhos; muitos, descaradamente, esticam suas pernas jogando-as em cima da poltrona da frente como se a mesma fosse uma espreguiçadeira.

As pessoas esbarram em você na rua e sequer pedem desculpas; deixam seus aparelhos celulares tocando dentro de ambientes públicos proibidos e pasmem, chegam inclusive a atender! Motoristas de vans colocam música que o passageiro é obrigado a ouvir; os jovens já não oferecem seus lugares aos idosos; joga-se lixo pela janela de carro ou coletivo naturalmente; quem costuma andar de ônibus sofre, deve se precaver de criaturas mal intencionadas, aquelas que vivem roçando perna ou cotovelo em você fingindo ser sem querer (querendo).

O respeito acabou há tempos; É proibido fumar em locais  públicos fechados, mas fumantes desobedecem leis e normas aos moldes "Tô nem aí pra você!" Furação de fila em lugares que necessitam desse meio de organização, tornou-se uma constante, e em questão de segundos, triplica o número de "cidadão" na sua frente: "- Eu pedi para ele guardar o meu lugar na fila." É a desculpa deslavada de alguns. A cidade está cada dia  mais caótica, destruída e pichada; há vândalos por toda parte. A cidade anda imunda, suja e fedorenta. O mau cheiro em alguns pontos do centro do Rio, impera.! Cadê o resultado de todos os impostos, senhor político?

Eis algumas coisas desagradáveis que o povo transformou em rotina. Seria descuido?   Se você se lembrar de mais alguns, conte-me.

O que é preciso fazer para se reverter esse quadro? Ser cidadão é ocupar bem o seu lugar. Respeito é bom e todos gostam, não?

Taí uma campanha de um veículo de comunicação  que me chamou a atenção e por isso reproduzo  e apoio a ideia. Faça parte dessa corrente solidária do bem. Você só tem a ganhar.
K.R.
*

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dia de Reis


A visita dos sábios

1 Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam:

2 Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.

3 O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;

4 e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo.

5 Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:

6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.

7 Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera;

8 e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.

9 Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.

10 Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria.

11 E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.

12 Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Mateus 2:1-12.
(Na tradição cristã, comemora-se o dia de Reis no dia 06 de janeiro.)

Sorria, Jesus te ama. Presenteie o filho de Deus todos os dias com gratidão e louvor. 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Contagem regressiva...10, 09, 08...

*
Deuteronômio 11:12

11:8 Guardareis, pois, todos os mandamentos que eu vos ordeno hoje, para que sejais fortes, e entreis, e ocupeis a terra a que estais passando para a possuirdes;
11:9 e para que prolongueis os dias nessa terra que o Senhor, com juramento, prometeu dar a vossos pais e à sua descendência, terra que mana leite e mel.
11:10 Pois a terra na qual estais entrando para a possuirdes não é como a terra do Egito, de onde saístes, em que semeáveis a vossa semente, e a regáveis com o vosso pé, como a uma horta;
11:11 mas a terra a que estais passando para a possuirdes é terra de montes e de vales; da chuva do céu bebe as águas;
11:12 terra de que o Senhor teu Deus toma cuidado; os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Cartas do Deserto



Cartas do Deserto - Itália / Índia, 2010
Letters from the desert (eulogy to slowness)

Cartas do Deserto é um dos filmes que ‘garimpei’ no Festival do Rio 2010. Achei o roteiro original e é essa particularidade que sempre me chama a atenção. Os protagonistas dessa charmosa história são as cartas. Os espaços geográficos são o deserto Thar, no norte da Índia, alguns vilarejos e um casebre usado como ponto dos correios; o tempo cronológico marcado pelo relógio quebrou-se; o título original é Elogio à Lentidão, e neste caso, procede.

Cartas do Deserto conta a história de um agente dos correios que recebe e separa toda a correspondência da cidade, e o seu único amigo e colega de trabalho, é o carteiro Hari que faz a distribuição diária, atravessando dia após dia o deserto para essa missão que cumpre com paciência, amor e eficácia, batendo de porta em porta, conversando com os moradores, alguns já aguardando a correspondência cativa que tem data e hora para receber o aviso de pagamento, por exemplo, enfim, caminha longas distâncias, com seus sapatos rotos, o calor miserável batendo em suas costas, às vezes em sua bicicleta naquele canto do mundo, que a terra esqueceu.

Foram 20 longos anos nessa tarefa árdua e incansável que ele sempre tirou de letra, até que um belo dia, um grupo de trabalhadores ergue no meio do deserto a primeira torre de telefonia móvel, e Hari começa a perceber que o mundo ao seu redor começa a mudar. As correspondências começam a escassear, as encomendas diminuem e muita gente adquire novos hábitos, andando de um lado para o outro com um pequeno aparelho grudado ao ouvido falando/ ouvindo constantemente como se o objeto fosse uma extensão do seu corpo.

O primeiro sinal de modernidade chegou com um pouco de atraso na terra que o mundo esqueceu... mas chegou... Até que um dia Hari recebe pelos correios onde ele próprio trabalha um aparelho celular, presente de seu filho mais velho que foi para uma cidade grande para trabalhar. Começa assim a mudança de seus hábitos, passando agora a se comunicar com mais freqüência e mais fácil e rapidamente com o seu  filho por esse meio de comunicação que para todos da aldeia é a novidade do momento.

O tempo não para. As cartas que falavam de amor, vinham perfumadas, o papel que se usou, o pensamento, a organização de idéias, o assunto para escrevê-la, as lembranças, a ida ao correio para postá-la, a caneta, o papel, o selo, o carimbo, o atendente que te recebeu e pegou essa sua correspondência, o dinheiro e o tempo gasto para todo o trabalho que envolve esse meio de comunicação ficaram, assim, para trás, de repente...

Hari amava sua profissão. Às vezes lia pacientemente para o destinatário a carta do remetente. O carteiro comportava-se como um membro de cada família que visitava. E o tempo era o seu aliado, o seu melhor amigo. O tempo que aos poucos começa a cair no esquecimento para ser substituído pelo vento.

Tão importante quanto o ar que respiramos, o tempo não se deve desperdiçá-lo jamais: é pecado e a vida é muito breve para isso, valioso para se deixar esvair. Às vezes é bom se jogar conversa fora, contemplar a natureza, edificar a alma, fazendo o que se gosta sem se preocupar com o tempo. Sinto saudade desse tempo de romantismo das cartas via correios que não volta mais...

Um filme obrigatório para todo cinéfilo que se preze!
E por falar em cartas, correios, tempo etc, aqui no Brasil temos o dia do carteiro que se comemora no dia 25 / 01 ...
K.R.

Sinopse

Hari passou os últimos 20 anos de sua vida cruzando o deserto Thar, no norte da Índia, para entregar cartas em vilarejos distantes. Certo dia, seu filho mais velho, que vive na cidade grande, lhe envia um estranho presente: um aparelho celular. Incapaz de compreender a utilidade daquele apetrecho, ou o porquê de se estarem construindo tantas torres nas redondezas, Hari aos poucos começa a perceber o mundo mudar à sua volta. As encomendas diminuem e todos começam a telefonar uns aos outros. Ele decide então tentar usar seu aparelho pela primeira vez, para ouvir a voz de seu filho.

Ficha técnica

Título inglês: Letters from the Desert (eulogy to slowness)
Diretor: Michela Occhipinti
Elenco: Hari Ram Sharma, Chatur Singh
Ano de Produção: 2010
País: Itália / Índia
Duração: 88

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

2011 – O ILUSTRE DESCONHECIDO


2011 – O ILUSTRE DESCONHECIDO

Seja bem-vindo, 2011.
Apesar de você ainda ser
Um desconhecido
Já sentimos uma certa simpatia
E te aguardamos com ansiedade e paciência.
Ansiedade porque te elegemos nosso administrador
Por 365 dias
Na esperança de que você
Traga a tão sonhada paz
E que seja um amigo leal e fiel
Um bom companheiro para todas as horas
Capaz de nos guiar com sabedoria
Num mundo mais digno e verdadeiro.
Seremos pacientes para tomarmos decisões sábias
Nos momentos difíceis.
Temos fé
Será um ano maravilhoso
Harmonioso e feliz.
Contamos com você, ANO NOVO, para que
Todos os nossos sonhos se tornem realidade.
Um abraço e até breve.
E.B.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma das Musas do poeta J.G. de Araújo Jorge

Curiosidades Literárias e Musicais (5)

Era Música

(Para leres, ouvindo a "Transfiguração do Amor e Morte, de Tristão e Isolda", de Wagner)

E então soprou um vento de ternura intensa.

E as nuvens se dispersaram, e eu vi que meu coração emergia
como um alto cume de montanha, dourado de sol,
musicado de pássaros e éguas.

Olhava teus olhos, tuas mãos, teus cabelos, teu corpo...
Teu corpo era como um caminho sinuoso por onde saí desesperado
a procurar-te.

E de repente, tomei-te nos braços, afaguei-te a cintura, recolhi-te ao meu peito,
Teu coração inquieto pulsava mais que o córrego das montanhas,
batia asas de pássaro encandeado.

E de repente saímos livres e felizes, como simples animais de Deus
com a direção dos ventos.

Faminto, colhi-te como fruto! Sedento, bebi-te como a água!
Marquei meus dentes em tua carne
e escorreste pela minha boca, pelo meu pescoço, pelo meu peito.
Meus braços foram tuas formas. Minhas mãos te conheceram.
Desmanchei-te os cabelos, e me perdi. Nossas bocas se uniram, e se esqueceram.

Tatearam meus lábios escalando cumes,
devassando vales.

E fiquei em ti, vivo e silencioso, como o sangue nas veias,
como a seiva na raiz.
E desci sobre ti e me entranhei, como a chuva descendo e molhando.
E quando *felamos: era música.

(J. G . de Araujo Jorge - coletânea - "Poemas do Amor Ardente" 1a ed.1961)

*
Preludio e "Liebestod" para Tristão e Isolda

Da ópera "Tristão e Isolda"
Composição: Richard Wagner
Ano:1865

Lenda de um amor trágico entre o cavaleiro Tristão e a princesa Isolda, prometida para o rei, tio de Tristão. Acidentalmente, os dois tomam uma poção mágica e apaixonam-se perdida e irremediavelmente, lançando-se em um romance proibido e impossível. Isolda casa-se com o rei mas mantém o romance com Tristão, que logo é descoberto. Tristão é banido do reino. Ferido em um combate, Tristão pede para chamar Isolda para curá-lo. A esposa de Tristão engana-o dizendo que Isolda não virá. Isolda, chegando depois da morte de Tristão, também morre de tristeza. O Prelúdio de Tristão e Isolda é famoso pelo clima de tensão material e euforia transcendente que desperta, unindo o amor carnal (erótico) e o amor sublime (diria talvez, "divino". Otto Maria Carpeaux refletiu sobre o Prelúdio: "Tristão e Isolda é a transfiguração musical do amor, da morte e do nada, do Nihil no fundo do Universo, que esse mago soube fazer ouvir: as harmonias trágicas das esferas".
*
São três momentos da paixão: O meu amor pelo poeta J.G. de Araújo Jorge, A Linda história de amor de Tristão e Isolda e a Música imponente de Richard Wagner.

J.G., exigente, certa vez pediu para que o seu leitor lesse o poema Era Música com acompanhamento musical de A Transfiguração do Amor e Morte, de Richard Wagner.  A primeira vez que li o pema foi impossível cumprir essa missão porque eu não tinha como conseguir a música. Hoje pude realizar esse pedido, e a conclusão que cheguei é que, de fato, é uma experiência única, inexplicável, sensacional, diferente, jamais vivido algo parecido!

"Por tanto amor, por tanta emoção a vida me fez Assim": Vão dizer que é mais uma pieguice. Mas faça isso que você verá um três em um momentos de magia. Conheça um pouco da bela história de amor entre Tristão e Isolda; sonhe com a maravilhosa poesia jotageniana, e deleite-se com a formidável música desse compositor que inclusive já trouxe um fragmento para cá a fim de facilitar, agora é só usar e abusar!

Seu pedido é uma ordem, majestade!

Sobre a palavra grifada acima, na minha edição está escrito FELAMOS, ao invés de *FALAMOS de edições mais recentes. O que pode ter acontecido? Erro do livro, erro do revisor, erro de impressão, erro de digitação, erro ortográfico (não isso, não!) ou correção do autor? Ou ainda: censura dos editores? (Quem duvidar, me fale, posso escanear a página e postá-la aqui.)

Afinal quem conhece a poesia de J.G., sabe bem que ela é bastante erótica e sensual. Tire suas conclusões, e depois me conte.

Até breve!
E.B.
*

*
Obs.:

O trecho da ópera selecionado acima não corresponde ao sugerido pelo poeta. Aconteceu que na minha busca não consegui localizar. Peço um pouco de paciência da parte de todos e assim que possível farei a troca.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Curiosidades Cinematográficas (7)



As crianças... 40 anos depois...

O musical foi levado às telas em 1965 por Robert Wise, que fez a fama mundial de Julie Andrews e conquistou cinco prêmios Oscar.

E eis o clássico revisitado neste filme. A pergunta é: Quantas crianças vestiram a roupa feita de cortina pela noviça?
*

*

domingo, 19 de dezembro de 2010

Poema de Natal (2)

Que o sol ilumine a sua vida em 2011
E o futuro seja mais PRESENTE,
Mais paciente, mais sábio,
E tenha mais encanto...

CLIMA DE FESTA

Dezembro,
Clima de festa
Sorria,
É Natal!
Alegria no ar
E Natal é reflexão...
Aniversário de Alguém muito,
Muito especial. Todos os anos
Essa data é tão esperada...
Tem ceia, tem presente, tem oração.
Noite mágica!
Hora de unirmos ao mundo em pensamento
E num elo de fé
Orar,
Pelo Universo meio destruído, meio esquecido
Pelas pessoas feridas
Pedindo como presente
Mais Luz
Acreditando na existência de Papai Noel ouvindo
Nossas preces
Transformando-nos em energia, tornando-nos capazes
De fazer boas ações.
Aos amigos, conhecidos, parentes, ao próximo... Que haja
Troca mútua de felicitações, nos presenteando,
Nos desejando boas novas SEMPRE...
Coisas boas acontecem no Natal... A Alma fica mais leve
E nesse instante sentimos
Que estamos mais próximos d’ELE, da Verdade.
Tão frágeis, tão sensíveis, capazes de transformar o mundo
Numa só família
Capazes de deixar o mundo
Mais colorido e feliz...
Pedimos também de presente que o céu continue céu, que esse
Clima de festa
Dure por todo o ano
Que todos possam realizar seus sonhos e a fraternidade seja
O par constante
Na vida de todos...
Podemos decorar
A árvore da vida
Porque a Festa maior
Já começou
E ela não deve acabar
De nossos corações.
***
Um Natal de Presente pra Você!
E. B.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ilha the LOST (4)

Contagem regressiva para a implosão de uma parte do Hospital Universitário, referência na cidade do Rio de Janeiro e que desaparecerá do mapa. :(
*

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Via Láctea

Via Láctea – Soneto XIII

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Olavo Bilac

"De poeta, médico e louco, todos temos um pouco." Dizer que sou meio maluca por ter mania de falar sozinha de vez em quando, não procede. Pense bem: Nós não cantamos às vezes sozinhos? En~toa o que é que tem de mais falar sem niguém por perto para ouvir? Como diz o ditado, "cada um com a sua mania". E isso de falar sozinho é considerado loucura, Freud explica! Falo com Deus o tempo todo em pensamento. Claro que isso não é loucura porque DEUS é AMOR. E falar com estrelas, como o poeta Olavo Bilac, também não, afinal ele podia. Agora um simples mortal conversar com plantas, com seu animal de estimação, com seus botões, por favor, interne, porque ficou doido!

Confesso que converso com o meu ventilador, assim que acordo: "Querido ventilador, está na hora de descansar, afinal você trabalhou a madrugada toda!"

Assisti ao filme a Suprema Felicidade de Arnaldo Jabor, e gostei de ouvir esse soneto de Bilac inserido em um dos diálogos entre o menino e o seu avô, o  que me remeteu a uma cena do meu passado e me  fez devanear a primeira vez que o li, e imaginava a situação entre o poeta doido conversando com o  mar de estrelas.
 
Para ser capaz de ouvir estrelas só sendo alguém sensível e especial. Se você tem esse talento, esse dom, considere-se especial. Converse com elas, com as flores, com os pássaros com a natureza. Converse com aquela pessoa que você gosta, que sente saudade e que te faz bem. Você é capaz de coisas incriveis, é tentar para descobrir. A felicidade está nessas pequenas coisas que parecem loucuras; coisa de gente "sem noção", mas loucura mesmo é não tentar... não tentar ser feliz nesses pequenos atos do dia a dia não é covardia, tampouco questão de coragem... e já que não custa nada... triiiiimmmmmmmm...